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  • 11/09/2020 Saúde

    Fala, servidor: gestão coloca trabalhadores da educação em risco com visitas domiciliares

    Fala, servidor: gestão coloca trabalhadores da educação em risco com visitas domiciliares
    Arte: CTRL S
    Para manter o faz de conta da educação durante a pandemia, chefias estão pressionando professores para irem até a casa dos estudantes

    Denúncias recebidas pelos sindicatos tanto de escolas quanto de CMEIs apontam mais uma prática do desgoverno Greca que coloca em risco a vida dos trabalhadores. As chefias de algumas unidades estão pressionando para que os servidores façam visitas domiciliares aos estudantes que não têm entregado as atividades na escola ou nos CMEIs.

    A Secretaria de Educação de Curitiba parece esquecer que existe uma pandemia em curso, que já deixou mais de mil vítimas no município. Mesmo em bandeira laranja, que representa alerta médio de riscos de contaminação e prevê suspensão de várias atividades, essa gestão não demonstra a menor preocupação em proteger a vida dos servidores.

    Na escola Santa Ana Mestra, de Campo do Santana, as professoras estão sendo orientadas a ligar para os alunos e, caso eles não respondam, elas são pressionadas a ir até a casa dos estudantes.

    A mesma prática se repete em CMEIs das regionais Cajuru e Tatuquara. Os relatos são de que as diretoras estão pressionando os servidores para que encontrem uma forma de trazer as famílias até as unidades escolares, do contrário terão que fazer visita domiciliar. Numa das unidades, a chefia chega a afirmar que mesmo reconhecendo que alguns lugares a serem visitados são de risco, a orientação da chefia é que seja feita a visita junto com educadores sociais. No CMEI Autódromo, inclusive, os trabalhadores já tiveram que fazer visita para entregar os kits de alimentação.

    Ou seja, os servidores estão sendo pressionados para resolvam sozinhos um problema que é muito mais complexo e envolve a falta de condições sociais para que os estudantes acompanhem as aulas online e para que as famílias compareçam para retirada e entrega das atividades nas escolas e CMEIs.

    Qual é a culpa dos trabalhadores da educação se a política de ensino remoto de Greca é um fracasso? Um desprefeito que durante toda a pandemia tem agradado aos grandes empresários e não tem feito nada para garantir condições dignas de sobrevivência para a população em situação de vulnerabilidade social, agora quer que os servidores e servidoras solucionem um problema que ele mesmo contribuiu para agravar.

    Com um projeto de ensino remoto totalmente distante da maioria dos alunos da rede municipal, era sabido desde o início que muitas famílias não teriam condições de acesso para acompanhar as atividades. Mas, além de ter ignorado a realidade dos estudantes e de suas famílias, agora querem fingir que não veem os riscos de fazer visitas domiciliares em plena pandemia.

    O recente retorno do município para a bandeira laranja e a ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 que estão acima de 80% são comprovações de que a pandemia está muito longe de estar controlada em Curitiba. E os riscos de atividades presenciais na educação nesse momento são altíssimos. Não é à toa que o Ministério Público se posicionou contra a retomada das aulas presenciais.

    É por isso que as servidoras e servidores da educação não estão aceitando essas determinações absurdas de fazer as visitas domiciliares. E nós continuamos lutando para que os trabalhadores não sejam expostos a mais essa situação de risco.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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