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  • 07/05/2021 Educação

    De forma inconsequente, vereadores defendem volta às aulas sem vacina

    De forma inconsequente, vereadores defendem volta às aulas sem vacina
    Maioria dos convidados para audiência pública defendeu medidas que colocam em risco a vida de trabalhadores e estudantes

    Vereadores e convidados –muitos dos quais não representam nenhuma entidade – que desconhecem a realidade das unidades escolares municipais de Curitiba participaram de audiência pública nesta sexta-feira (7) para defender, de forma totalmente inconsequente e irresponsável, a volta às aulas presenciais.


    Diretores do SISMUC e do SISMMAC também participaram do encontro, mantendo a postura firme em defesa da vida, que vem sendo defendida pelos servidores e pelos sindicatos.


    Só podemos pensar na volta às aulas presenciais quando os trabalhadores da educação estiverem vacinados, as taxas de transmissão estiverem controladas e CMEIs e escolas tiverem condições de estrutura para garantir os protocolos sanitários necessários! Hoje, Curitiba não tem nenhuma dessas três condições.


    É claro que os servidores da educação desejam voltar para os seus locais de trabalho, mas não podem aceitar que isso ocorra sem segurança. A volta às aulas de forma prematura, antes de vencermos a pandemia é uma atitude irresponsável, como já mostrou a tentativafrustrada da gestão Greca no início do ano letivo. Foram ao menos 12 unidades com surto de Covid-19, 115 trabalhadores infectados e 64 unidades com casos. E os problemas foram inúmeros: falta de água durante um dia todo para higienização, criança que frequentou as aulas com Covid-19sem informar a escola, distribuição de álcool em gel abaixo de 70% para higienização, falta de testagem em massa para os trabalhadores, entre outros.


    Encher escolas e CMEIs com a pandemia fora de controle e sem vacina é assumir um risco que pode custar caro. Pode custar muitas vidas perdidas! E quem vai se responsabilizar por essas mortes que podem ser evitadas? Serão as mesmas pessoas que fazem discursos vazios em um encontro virtual sem conhecer de perto a realidade no chão de escolas e CMEIs?


    Durante a audiência, houve ainda argumentos absurdos que tentaram responsabilizar os trabalhadores da educação pelos riscos de contágio, como se professores e demais servidores fossem os responsáveis por levar o vírus para a escola. E mais, que não haveria problema em um contato próximo do professor com o aluno se o professor utilizar EPIs. Um completo absurdo! Primeiro que o uso de equipamentos de proteção, como a máscara, não elimina a necessidade de distanciamento social e de outras medidas relevantes como a ventilação adequada dos ambientes. Além disso, basta olhar para setores como a FAS, que tem atendimento direto à população, trabalhando somente com máscaras de tecido para saber de pronto que a Prefeitura de Curitiba não fornece os EPIs que oferecem a proteção mais adequada aos trabalhadores.


    Com iniciativa da vereadora Amália Tortato (Novo), foi um encontro bastante tendencioso. A maioria dos representantes foi convidado por já ter um posicionamento prévio de voltar às aulas presenciais, custe o que custar.


    Um exemplo é o Ministério Público do Trabalho (MPT) que tem acompanhado de perto a pauta e tem recomendação contrária ao retorno presencial, mas não foi convidado para participar. O MPT também tem uma ação civil pública contra o retorno das aulas enquanto não forem vacinados todos os profissionais da educação, proposta com base nas denúncias levadas ao órgão pelos sindicatos.


    Todos aqueles que usam esse espaço de debate para defender argumentos que colocam vidas em risco precisam ser responsabilizados pelas mortes que essa atitude pode vir a causar. Será que os vereadores e representantes de entidades que fazem a defesa pelo retorno neste momento estão preparados para carregar a responsabilidade pelas vidas perdidas? Diante de tantos absurdos, os servidores e as servidoras municipais não calaram sua voz e demonstraram sua indignação no chat da transmissão ao vivo.


    A manutenção do ensino remoto na rede municipal de Curitiba enquanto a vacina não chega para todos os trabalhadores da educação é a postura defendida fortemente por servidores e sindicatos porque colocamos a vida em primeiro lugar. Unidos somos fortes!

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