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  • 12/02/2021 Educação

    Fala, Servidor: atividades presenciais na educação mostram focos de infecção

    Fala, Servidor: atividades presenciais na educação mostram focos de infecção
    Arte: CTRL S
    Os Sindicatos já têm recebido uma série de denúncias que demonstram o quão falho é o protocolo de retorno presencial

    Com retomada das atividades presenciais em escolas e CMEIS, os locais já se tornaram foco de infecção, mesmo antes do retorno das crianças. É o caso da regional do Boa Vista que já teve uma trabalhadora confirmada com Covid-19 e também da regional Bairro Novo que também teve uma trabalhadora infectada.

    O que a Prefeitura quer fazer é tratar as infecções por Covid-19 como algo natural, afinal de contas, estamos no meio de uma pandemia. Mas a verdade é que o retorno presencial das aulas poderia ser evitado até os trabalhadores da educação e a população do grupo de risco ter sido vacinada.

    Desde o dia 3 de fevereiro, os trabalhadores das unidades escolares estão em contato direto com a população usando apenas máscaras de tecido (que não substituem os equipamentos de proteção respiratória) para se proteger. E, no caso dos servidores em questão que foram infectados, todos foram afastados após apresentar sintomas. O problema é que o vírus pode ser contagioso antes disso. De acordo com a Universidade de La Rioja, o vírus pode ser transmitido até dois dias antes do início dos sintomas.

    Ou seja, o contato entre as colegas de trabalho pode ter infectado alguma outra pessoa, ainda mais levando em consideração que a máscara de tecido não é a melhor forma de proteção. Mas como ter certeza disso? Não existe outra solução a não ser testar todos os profissionais das unidades. Por isso, o SISMUC e o SISMMAC enviaram ofícios para a Prefeitura cobrando que todos os trabalhadores dessas unidades sejam testados antes do retorno das aulas.

    Afinal de contas, na próxima semana deve ocorrer o retorno presencial das crianças para as escolas e CMEIs. Se algum outro trabalhador tiver sido infectado e estiver assintomático, por exemplo, esse pode ser transmissor do vírus aos alunos. Por isso, é responsabilidade da administração testar os trabalhadores para manter os servidores e a comunidade seguros.

    As denúncias não param de aparecer!

    Faça sua denúncia e fortaleça a luta!

    Na última quarta-feira (10) em assembleia, os trabalhadores da educação decidiram fortalecer as mobilizações. Por isso, se o seu local de trabalho não adotou os protocolos de forma rígida, ou se algum trabalhador estiver infectado, mande sua denúncia para (41) 99988-2680.

    Lembre-se! O SISMUC e o SISMMAC são os representantes legais dos trabalhadores e por isso as denúncias devem ser concentradas para os Sindicatos, que têm fomentado a mobilização, assim como garantido um canal de comunicação com o Ministério Público do Trabalho desde o início da pandemia.

    Por isso, qualquer tentativa de desmobilização por parte de outros agrupamentos não deve ser levada em consideração. DENUNCIE e fortaleça a luta unificada dos trabalhadores da educação.
    Só nesta semana os Sindicatos têm recebido uma série de denúncias que demonstram o quão falho é o protocolo de retorno presencial. Entre elas está a falta de trabalhadores da limpeza nas unidades escolares, o que torna impossível manter as áreas limpas como o protocolo determina. Além disso, a falta de água nos bairros tem sido uma preocupação constante dos trabalhadores da educação. Afinal de contas, se nem para UMA unidade da Fundação de Ação Social a Prefeitura garante caminhão pipa, já imaginou para várias escolas e CMEIS?

    Isso tudo sem contar a grande quantidade de afastamentos, em uma unidade escolar de Santa Felicidade faltam oito profissionais que estão afastados e que a administração não realizou a reposição do quadro. Como retornar às aulas assim? Não podemos aceitar os protocolos ineficazes que a atual gestão tenta empurrar para os trabalhadores.

    A transmissão está aí e a culpa não é individual de cada um

    Greca adora encher a boca para criticar a população por não respeitar as medidas restritivas contra a Covid-19, e de fato existe uma parcela de responsabilidade de cada um. Porém, é importante sempre lembrar que o desprefeito nada tem feito para que a população evite aglomerações e consiga garantir sua saúde em meio a pandemia.

    Com os ônibus e mercados lotados, qualquer um pode virar alvo do novo coronavírus. E mesmo assim, a Prefeitura insiste no retorno presencial sem a vacina e nem medidas básicas como a testagem massiva dos trabalhadores. E se engana quem acha que isso tem acontecido apenas na educação. No caso da saúde, os trabalhadores e o SISMUC têm travado uma luta constante para que sejam garantidos os testes para quem está na linha de frente. Será que Greca tem medo de mostrar quantos trabalhadores têm sido infectados na sua gestão?


    E em Curitiba, a pandemia ainda segue com um número de casos alto. A taxa de transmissibilidade é de 0,89, de acordo com dados oficiais da Prefeitura e a ocupação de leitos de UTI continua alta. Além disso, devemos lembrar da nova variante do coronavírus, que ao que tudo indica, é mais contagiosa.


    Ou seja, você teria coragem de retornar a uma sala de aula pequena e sem ventilação dessa forma, sem garantia de testagem, máscaras e até mesmo de distanciamento? Este tem sido o receito de grande parte dos trabalhadores da educação. E a preocupação atinge outras categorias também. A saúde não pode ser ainda mais sobrecarregada, os profissionais estão esgotados e a pandemia ainda tem um longo caminho pela frente. Com o retorno presencial das aulas, o contato entre a população aumentará e, com isso, os casos também tendem a subir, prejudicando ainda mais o sistema de saúde da cidade.


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Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
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