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  • 25/09/2020 Educação

    Sindicatos apontam riscos para trabalhadores com volta às aulas

    Sindicatos apontam riscos para trabalhadores com volta às aulas
    SISMUC e SISMMAC mostraram os riscos para trabalhadores da educação em audiência sobre retorno das aulas presenciais

    Enquanto os trabalhadores da linha de frente de combate à pandemia lutam todos os dias por condições básicas de trabalho e de proteção, outros setores da sociedade, que parecem desconhecer a realidade da ponta, pressionam para retomada de atividades, como a volta das aulas presenciais.

    O tema foi discutido em audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Curitiba nesta sexta-feira (25). O SISMUC e o SISMMAC estiveram presentes e levaram o ponto de vista dos trabalhadores da educação para o debate.

    A realidade dos trabalhadores da educação tem sido completamente ignorada pelos setores que defendem o retorno das aulas presenciais em um momento que ainda conta com altas taxas de infecção pelo coronavírus.

    De forma incoerente, numa audiência realizada de maneira virtual, já que os participantes sabem que ainda não é seguro ter encontros presenciais, muitos defenderam o retorno do trabalho presencial dos trabalhadores da educação.

    Só que quem defende o retorno das aulas presenciais com qualquer outro protocolo de segurança que não seja a vacina, é porque nunca entrou numa escola ou em um CMEI. Quem conhece a realidade da rede municipal de ensino sabe que os protocolos que são discutidos para garantir o afastamento entre os alunos são impossíveis de serem seguidos.

    Primeiro porque nos CMEIs e nas escolas faltam professores e auxiliares de serviços escolares e assistentes administrativos. Ou seja, não há equipe suficiente para garantir que os protocolos sejam seguidos.

    A precarização da educação, assim como dos serviços públicos durante a gestão Greca, que torrou dinheiro em asfalto e propaganda, agora torna ainda mais distante da realidade a retomadas aulas presenciais durante a pandemia.

    Nos CMEIs, principalmente os mais antigos, a estrutura é muito precária. Não há, por exemplo, um refeitório para que os professores e demais trabalhadores possam fazer a refeição com segurança. Em muitos equipamentos, não há sequer ventilação adequada.

    Também não dá para confiar que a gestão municipal vá atuar para garantir a segurança dos trabalhadores, já que a realidade vivenciada nos locais de trabalho é de total descaso. Toda semana, os sindicatos recebem denúncias dos trabalhadores de todas as categorias que não têm as condições mínimas para trabalhar com segurança. No caso dos trabalhadores da educação que realizam a entrega de kits de modo presencial, ainda não foram entregues nem os escudos faciais para todos.

    Importante ressaltar também que a Secretaria Municipal de Educação (SME), que estava na lista de convidados da audiência pública, não enviou nenhum representante para participar da discussão. A SME quer passar a impressão de que tem tido uma posição mais branda e cuidadosa em relação ao retorno das aulas presenciais, mas no momento real de debate, não aparece para defender um posicionamento.

    A pressão colocada por alguns dos participantes da audiência para que sejam retomadas as atividades presenciais só está acontecendo porque a educação, que é um direito básico, foi transformada em mercadoria. No desespero de lucrar em meio à pandemia, alguns setores minimizaram os riscos, colocando a vida de trabalhadores, estudantes e familiares em risco.

    Mas, os sindicatos não serão cúmplices dessa irresponsabilidade. Por isso, reforçamos a campanha pelo retorno às aulas somente com vacina. Porque o ano letivo se recupera, as vidas não.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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