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  • 12/06/2020 Educação

    Fala, Servidor: desorganização de algumas direções escolares prejudica auxiliares

    Fala, Servidor: desorganização de algumas direções escolares prejudica auxiliares
    Arte: CTRL S
    Alguns equipamentos da SME contrariam orientação e convocam apenas auxiliares de serviços escolares para trabalho presencial

    Muitos trabalhadores não estão podendo se manter em isolamento social neste momento de situação de emergência para combate e enfrentamento ao novo coronavírus. Além dos serviços considerados essenciais, esse também é o caso das unidades escolares, que tem realizado um importante trabalho de distribuição de alimentos para a população em vulnerabilidade social.

    Com a suspensão das aulas presencias, a secretaria municipal da Educação (SME) tem convocado os servidores para trabalho presencial. Apesar da orientação da Secretaria para que seja feita uma escala de rodízio entre os servidores, incluindo todas as categorias, em alguns equipamentos isso não vem acontecendo.

    O Fala, Servidor dessa semana traz o caso da auxiliar de serviços escolares Alzira, que trabalha em uma escola onde, contrariando a orientação da própria SME, somente os inspetores estão sendo chamados para fazer a impressão e entrega dos kits de atividades e de alimentação. Como essa convocação é feita com rodízio dos servidores, na prática significa mais tempo de exposição dos auxiliares de serviços escolares têm sido chamados para o trabalho presencial.

    Além do risco de contaminação no próprio local de trabalho, os servidores também ficam expostos no deslocamento até a unidade, muitas vezes pelo transporte público que não garante o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas. Com a reabertura do comércio, o transporte público de Curitiba está cada dia mais lotado, e a Prefeitura, que sempre beneficia os grandes empresários do transporte, finge não ver a situação.

    E isso, sem contar que os trabalhadores das unidades escolares, mesmo em contato direto com a comunidade, não receberam os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados. A administração tem encorajado o uso de máscaras de tecido, o que não é adequado. Essa medida tem colocado nas costas dos trabalhadores a responsabilidade pela sua própria proteção.

    O SISMUC já apresentou a denúncia para a SME em reunião presencial. O trabalho presencial em escolas e centros municipais de educação (CMEIs) deve ser realizado por todos profissionais do equipamento, é necessário também levar em consideração e não convocar aqueles que possuem comorbidades. A gestão não pode fazer diferenciação entre as categorias!

    Em atendimento à reivindicação feita pelos sindicatos, a própria secretaria orientou para que as direções organizem escala com todos os profissionais da unidade para realizar o trabalho presencial, previsto no Decreto 430/2020.

    Se na sua unidade escolar isso estiver ocorrendo, denuncie pelos canais do sindicato. Em meio a pandemia é preciso preservar a vida dos trabalhadores. Não há necessidade de colocar todos em risco. Apesar da situação provocada pela Covid-19 ser uma novidade, o bom senso deve nortear as ações na gestão pública para proteger a vida dos trabalhadores!

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