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  • 14/04/2020 Educação

    EAD desconsidera a difícil realidade das famílias durante a pandemia

    EAD desconsidera a difícil realidade das famílias durante a pandemia
    Arte: Ctrl s
    Estado e município se unem em proposta que aumenta a desigualdade entre alunos
    Com o avanço do novo Coronavírus no mundo mais de 300 milhões de alunos tiveram suas aulas suspensas. A medida, altamente recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ajuda na prevenção do contágio da Covid-19, já que as escolas são locais de grande aglomeração e as crianças podem ser facilmente infectadas.

    Em Curitiba, o protocolo seguido foi o mesmo, de acordo com a administração, as unidades escolares permanecem fechadas até o dia 2 de maio. Mas, como prova de que educação de qualidade não é uma preocupação dos governos, Ratinho e Greca não perderam tempo na tentativa de implementar as aulas por meio do Ensino à Distância (EAD).


    Você já imaginou como as mães e pais que permanecem trabalhando fora de casa vão fazer para acompanhar o ensino à distância dos filhos? Esse é o caso de milhares de empregadas domésticas e trabalhadores informais. Não podemos esquecer também dos mais de 500 mil desempregados no Paraná. Novamente, a população mais pobre será afetada e ambos os governantes e seus secretários fecham os olhos para essa situação.


    Em discurso, a secretária de Educação do município parece acreditar em uma realidade paralela e inexistente. Além de desconsiderar que mais de 30% da população brasileira ainda não tem acesso à internet ou outros meios de comunicação digital, ela também não leva em conta a realidade das famílias mais pobres que não têm condições de acompanhar o ensino à distância por conta do trabalho e das condições de vida e moradia.


    EAD pode ser uma medida de controle do governo sobre os trabalhadores


    Embora os governos estejam usando da pandemia para propor medidas de congelamento de salários, as professoras e professores da rede municipal de ensino, junto com tantos outros profissionais, já vivem essa realidade desde 2017.

    E é por isso que, conhecendo a desvalorização profissional que os desgovernos de Greca e Ratinho proporcionam, os profissionais da educação podem esperar qualquer medida desses gestores para continuar sucateando a educação pública, rumo à privatização.

    Você já parou para pensar que o EAD pode servir como uma medida para continuidade das aulas durante processos de greve, por exemplo? Ou então, para demissão de profissionais da educação, que vão além dos professores e professoras, mas contemplam também inspetores e administrativos?
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    Com inúmeros problemas pedagógicos, a defasagem de ensino causada pelo EAD coloca em risco a educação das filhas e filhos dos trabalhadores. Sem o acompanhamento de um professor cotidianamente, as dificuldades de aprendizado podem passar completamente despercebidas. Sem o acompanhamento adequado de profissionais, sem a ajuda dos pais e sem o ambiente de socialização da escola, muitos dos alunos da rede pública ficarão desamparados.


    É importante lembrar que com a volta às aulas, as professoras e professores, que já enfrentam níveis distintos de aprendizagem do conteúdo dentro de sala de aula, terão que novamente se apropriar dessas diferenças e se desdobrar para garantir ensino com qualidade.


    E, não se enganem, isso é exatamente o que o governo quer! Greca, Ratinho, Bolsonaro e tantos outros trabalham incansavelmente para que o ensino seja cada dia mais sucateado, retiram investimentos da educação e tentam transformar o professor em uma figura descartável. Tudo isso para entregar a educação nas mãos da iniciativa privada.


    No estado, Ratinho utilizou cerca de R$ 22 milhões, sem licitação, para implementar o projeto de EAD que tem sido duramente criticado por pais, alunos e professores.


    O EAD é considerado uma medida que promove a injustiça social e que retira a oportunidade de milhares de crianças de aprender com qualidade. Além de colocar em risco a educação pública!


    A implantação às pressas do ensino à distância tem como objetivo dar conta das 800 horas aula contidas na LDB, porém, sem diálogo com as partes mais interessadas e sem preparação para uma medida dessa dimensão, o EAD se torna um problema e não uma resposta. Por isso, o SISMUC e o SISMMAC prepararam alguns dos principais motivos para não defender o EAD durante à pandemia do Coronavírus. Compartilhe com os seus colegas e debata sobre o ensino à distância!


    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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