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  • 26/02/2021 Educação

    E.M Newton Borges foi fechada com atraso e após cobranças

    E.M Newton Borges foi fechada com atraso e após cobranças
    Arte: CTRL S
    Escola só foi fechada dois dias após a confirmação de três casos de Covid-19 entre os trabalhadores

    Dois dias após a publicação da denúncia de três casos confirmados de Covid-19 entre funcionários da Escola Municipal Newton Borges, da regional Tatuquara, a unidade foi fechada pelo Distrito Sanitário na manhã desta sexta-feira (26), antes que a Prefeitura reconhecesse a necessidade de suspender as aulas presenciais em toda a rede.

    Apesar de a escola ter comunicado no começo da semana tanto à comunidade escolar quanto ao Núcleo Regional sobre os casos confirmados e demais funcionários afastados para aguardar o resultado dos testes, a orientação inicial foi somente o afastamento e observação, sem testagem e sem mencionar a necessidade de fechar a unidade devido ao surto. Isso mostra a ineficácia do protocolo formulado pela Prefeitura, que não estabeleceu um critério claro de suspensão das aulas presenciais, colocando a vida de trabalhadores da educação, alunos e responsáveis em risco.

    O sindicato esteve na unidade no dia 24 e reforçou a cobrança junto à chefia do núcleo regional pela garantia de testagem e pela suspensão imediata das aulas. Além disso, o SISMUC e o SISMMAC também levaram o caso até o Ministério Público do Trabalho (MPT) para que o órgão pudesse tomar providencias e reforçar a pressão pela suspensão das atividades e pela testagem em massa de trabalhadores e estudantes.


    A demora da Prefeitura para agir no controle do surto na E.M. Newton Borges não foi um problema isolado. A administração também falhou em garantir fornecimento de água às unidades, forneceu máscaras de péssima qualidade às crianças e deu informações desencontradas sobre como lidar com casos suspeitos de Covid-19 nas escolas e CMEIs. Todas essas denúncias foramrepassadas de forma sigilosa ao Ministério Público do Trabalho, no inquérito aberto por iniciativa dos sindicatos para apurar denúncias e cobrar ações do poder público. Desde a semana passada, o SISMMAC e o SISMUC também intensificaram a cobrança portestagem periódica e massiva dos trabalhadores junto à Secretaria Municipal de Educação.

    Ao longo dessa primeira semana, ficou mais do que comprovado que o protocolo é insuficiente e que o retorno às aulas antes da vacinação e com taxas tão altas de contágio foi um experimento imprudente por parte da gestão Greca, que colocou em risco a vida de trabalhadores da educação, estudantes e seus familiares.

    A Prefeitura demorou até mesmo na hora de reconhecer o erro e suspender as atividades presenciais. Greca escolheu esperar o anúncio das novas medidas de restrição do governo do estado, ignorando a disparada no aumento dos casos que teve início já no começo da semana.

    Mesmo com a suspensão das aulas presenciais, o SISMUC e o SISMMAC reforçam a orientação para que o resultado dos testes de Covid-19 realizados nesta semana sejam comunicados aos Sindicatos pelo WhatsApp da Educação (41) 99988-2680. Além de continuar denunciando as consequências da irresponsabilidade da gestão Greca, essas informações continuarão subsidiando nossa luta para que as aulas permaneçam suspensas até a garantia da vacina!

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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