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  • 26/11/2020 Educação

    Em quatro dias, três escolas sofrem assalto e vandalismo

    Em quatro dias, três escolas sofrem assalto e vandalismo
    Arte: Ctrl S
    Gestão Greca continua a negligenciar casos cada vez mais frequentes

    Os casos de assaltos à mão armada nas escolas continuam. Nesta quinta (26) e quarta-feira (25), os alvos foram as escolas municipais Laís Peretti e Rio Negro.

    Os trabalhadores da Escola Municipal Laís Peretti foram rendidos na manhã desta quinta-feira (26), por um homem armado, momentos antes do início da distribuição dos kits alimentação para a comunidade. Os trabalhadores foram trancados numa sala de aula e ameaçados, enquanto o assaltante pegava os celulares das vítimas. Ele fugiu e até o momento não foi encontrado.

    Entre as vítimas, estavam trabalhadores da empresa terceirizada de alimentação utilizada pela Prefeitura, a Risotolândia. É importante que o direito à Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) a esses trabalhadores seja garantido, para além de toda a assistência que for necessária.

    Ontem (25), o alvo foi a Escola Municipal Rio Negro. A unidade foi invadida por dois homens, que foram confundidos com prestadores de serviço, enquanto a direção, as inspetoras e algumas professoras estavam trabalhando. Eles arrancaram uma das câmeras de segurança da escola. A informação ainda não foi confirmada, mas, suspeita-se que foram as mesmas pessoas que assaltaram a Escola Municipal Umuarama no início da semana.

    Essa onda de assaltos sofrida nos equipamentos municipais, que hora se intensifica hora se acalma, mas nunca acaba, coloca os trabalhadores do município numa situação de insegurança e vigília cada vez maior.

    Após o assalto na EM Umuarama, o SISMUC e o SISMMAC enviaram ofícios tanto para a Secretaria Municipal de Educação quanto para a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito para que tomem providências quanto à falta de segurança nas escolas.

    A Prefeitura não apresenta propostas concretas para enfrentar o problema da insegurança e prefere tentar jogar toda a responsabilidade para a empresa terceirizada responsável pela segurança. Quando questionada, a gestão Greca responde com arrogância e descaso, indicando caminhos de notificação que já se provaram insuficientes para resolver o problema.

    Como proceder em caso de furto

    - Avisar o Núcleo Regional de Educação, solicitando presença constante da Guarda Municipal (GM) na unidade;

    - Registrar Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima;

    - Caso tenha ocorrido alguma lesão física ou psicológica, recomendamos a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que deve ser feita pela chefia imediata pela Prefeitura ou por qualquer médico (confira mais informações em https://servidor.curitiba.pr.gov.br/conteudos/acidente-de-trabalho-cat/90

    - Realizar protocolo e reclamação na Central de Atendimento 156 por ausência de segurança na unidade de ensino;

    - Enviar ofício para a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito, solicitando mais presença da GM no entorno da unidade de ensino;

    - Comunicar a comunidade do entorno da unidade sobre o ocorrido, informando sobre eventuais faltas de equipamento ou se a unidade fechará por alguns dias;

    - Caso esses eventos sejam recorrentes na unidade ou na região, realizar denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) devido a falta de segurança para realização do trabalho. O registro deve ser feito em https://peticionamento.prt9.mpt.mp.br/denuncia
    As direções e os departamentos jurídicos dos Sindicatos elaboraram um conjunto de orientações sobre como proceder em caso de furto ou roubo nos equipamentos públicos. Confira os protocolos a serem adotados:

    Precisamos de mais segurança

    A resposta aos casos de violência e vandalismo que crescem a cada dia num país que aumenta a desigualdade social na mesma velocidade, nunca é simples. Mas a gestão do prefeito Rafael Greca ultrapassa todos os limites ao negligenciar a situação a qual os equipamentos públicos da cidade estão expostos.


    A presença da Guarda Municipal nas unidades escolares é uma reivindicação antiga do conjunto dos servidores da educação que é, ano a ano, rejeitada pela Prefeitura com a desculpa da falta de efetivo e do contrato com a empresa terceirizada de monitoramento e segurança patrimonial. Para contratar mais guardas municipais, basta ter vontade política e encarar os serviços públicos e a segurança de trabalhadores e usuários como uma prioridade. Até quando essa reivindicação seguirá sendo negligenciada? O que mais precisa acontecer para que a gestão Greca tome uma atitude e comece construir soluções para o problema da insegurança nas unidades escolares?


    Além de estarmos alerta, precisamos envolver a comunidade em nossas denúncias e cobrar sistematicamente a Prefeitura por mais segurança nas unidades.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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