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  • 22/09/2020 Educação

    Protocolo para transporte escolar seguro é impossível de ser cumprido

    Protocolo para transporte escolar seguro é impossível de ser cumprido
    Arte: Ctrl S
    Medidas são insuficientes para conter a transmissão e fiscalização é precária

    O Comitê de Volta às Aulas se reuniu nessa segunda-feira (21) para discutir os protocolos de segurança para o transporte escolar e para isso, representantes da URBS participaram da discussão.

    Em relação ao transporte para o retorno das aulas, o protocolo estabelece que:

    .: veículos transitem com 50% da lotação, com as crianças e adolescentes sentados em bancos intercalados,

    .: aplicação de álcool em gel na entrada e saída do transporte

    .: aferição da temperatura com termômetro antes de entrar no veículo

    .: transitar com janelas abertas

    .: desinfecção do veículo ao menos duas vezes ao dia
    Mas, para que essas regras sejam cumpridas, é preciso fiscalização. E, de acordo com o relato dos representantes da URBS, com o atual efetivo, esse parece ser um cenário impossível. Isso porque a cidade conta com apenas 21 trabalhadores divididos em três turnos, manhã, tarde e noite, para fiscalizar todo o transporte privado, ou seja, táxis, carros de apps, transporte escolar e fretados no geral.

    Segundo os representantes da URBS, haveria muita dificuldade de realizar essa fiscalização e regulamentação dessas medidas, principalmente junto ao transporte escolar autônomo, ou seja, aqueles que não tem contrato diretamente com a Prefeitura.

    Várias vans e ônibus escolares transportam crianças de diferentes unidades, da rede municipal, estadual e particular, com claro risco de contaminação em toda a cidade.

    Essa declaração revela que não há segurança para o retorno das aulas presenciais, porque os protocolos estabelecidos pela própria administração municipal não terão condições de serem fiscalizados.

    Crianças assintomáticas: risco maior que o benefício

    Um estudo realizado pela Universidade de Harvard revelou que o papel das crianças na transmissão do coronavírus é maior do que se imaginava. As crianças com o coronavírus, mesmo sem ter sintoma nenhum da Covid-19, apresentaram uma carga viral alta nas vias respiratórias, maior até do que a visualizada em adultos internados nas UTIs com a doença. Ou seja, as crianças, mesmo sem os sintomas, podem ser mais contagiosas que os adultos.

    Outro estudo, realizado na Coreia do Sul, também indica que não é possível identificar Covid-19 em crianças apenas com exame clínico, é preciso testar e, ainda assim, considerar a margem de erro dos exames.

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Prefeitura de São Paulo, sete em cada 10 crianças e adolescentes infectados com coronavírus são assintomáticos. Em Curitiba, a gestão Greca nem ao menos divulga o resultado do levantamento feito com as famílias dos alunos a respeito do retorno das aulas.

    Uma das explicações para as crianças serem mais contagiosas, mas ficarem menos doentes, apresentarem quadros leves de Covid-19 e serem, em sua maioria, assintomáticas é o fato delas terem menos receptores do vírus em seu organismo. O vírus chega até as crianças e elas são potenciais transmissoras dele, mas, a grande maioria não adoece com a mesma gravidade dos adultos.

    É importante ressaltar que crianças ficam doentes, sim, que muitas chegaram a óbito no Brasil e tantas outras, após terem a doença, tiveram quadro agravado e sequelas que ainda estão sendo estudadas.

    Todas essas informações indicam que o protocolo definido pela Prefeitura é insuficiente para um retorno às aulas seguro. Volta às aulas segura só com vacina!

    Imprensa Sismuc
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