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  • 03/09/2021 Assistencia Social

    Atendimentos da FAS aumentam enquanto número de unidades foi reduzido

    Atendimentos da FAS aumentam enquanto número de unidades foi reduzido
    Arte: Ctrl S
    Atendimento do Bolsa Família cresceu nos últimos anos e fechamento dos CRAS em 2018 tem prejudicado a população que precisa da assistência social

    Você sabe como está o atendimento da assistência social em Curitiba? Em meio à pandemia, trabalhadores e trabalhadoras têm relatado um aumento na demanda por serviços da assistência, como por exemplo, nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), locais em que são realizados os atendimentos iniciais – e o acompanhamento – à população que precisa de algum tipo de serviço que a Fundação de Ação Social (FAS) possa oferecer.

    O aumento de atendimentos não é relatado pela administração, que finge estar tudo ocorrendo bem no município. Mas a verdade é que Curitiba vai de mal a pior para a situação financeira que a esmagadora maioria da população vive. É uma das cidades com maior custo de vida do Brasil, o valor da cesta básica em julho de 2021 chegou a R$ 619,83, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), um preço ABSURDO em um país com mais de 40 milhões de pessoas vivendo com menos deR$ 89,00 por mês! Os dados são do próprio governo federal, o que torna a conta a ainda mais óbvia: com o aumento da miséria, do desemprego e com um custo de vida altíssimo, a população tem precisado cada vez mais dos serviços da assistência social.

    Crescimento no número de usuários do Bolsa Família comprova aumento de atendimentos nos CRAS

    Em 2019, de acordo com dados disponibilizados pelo Governo Federal, cerca de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras eram beneficiários do Bolsa Família somente em Curitiba. Em 2021, o número cresceu, mais de 42 mil pessoas precisam do benefício para sobreviver na cidade.
    E quem acompanha e realiza o atendimento de todas essas famílias? A assistência social!
    E esse não é o único programa que os CRAS disponibilizam, mais famílias são atendidas e acolhidas todos os meses.
    E são justamente os trabalhadores da assistência social, no caso de Curitiba lotados na FAS, que lidam com essas consequências da crise econômica e sanitária que vivemos no país. E elas são muitas! A proteção que envolve a assistência social está em todos os âmbitos da vida da população e vai desde a um atendimento para necessidades individuais, como do grupo familiar. Esse atendimento vai muito além de políticas financeiras – tão importantes para sobrevivência dos brasileiros –, a assistência social promove a criação de vínculos, o acompanhamento familiar e ações comunitárias e de bem-estar social.

    É esse cenário que a Prefeitura de Curitiba insiste em manter locais de acolhimento à população, como os CRAS, fechados. Em 2018, com a desculpa de “reordenamento” a administração fechou sete dessas unidades que hoje estão abandonadas! É o caso do CRAS Arroio, a promessa à época do fechamento era de que o prédio abrigaria um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o que nunca aconteceu. O CRAS Sambaqui também teria que ter sido transformado em Unidade de Atendimento, mas segue fechado. Promessas vazias de uma gestão que odeia os mais pobres, lembrando da assistência social somente em períodos eleitorais, em que mais promessas vazias são feitas.

    Além disso, na propaganda para o fechamento das unidades – que a administração chamou de “reordenamento” – a Prefeitura vendeu a ideia de que isso seria bom para a população e teoricamente levaria servidores para outras unidades. Entretanto, essa é uma medida para tapar um buraco criado há anos! A falta de servidores é uma realidade que a gestão Greca ignora, deixando de realizar concursos públicos e contratações esse cenário jamais vai mudar. Quase três anos se passaram e ainda não aconteceram novas contratações, ou seja, a preocupação da Prefeitura com o atendimento da população e com a sobrecarga de trabalho dos servidores é uma mentira muito mal contada.

    E quem sofre com isso, além dos servidores, servidoras e terceirizados contratados com baixíssimos salários, é a própria população! Sem pessoas para atendimento, com unidades fechadas, é assim que a gestão Greca trata aqueles que mais precisam.

    E agora, com a pandemia, são ainda mais trabalhadores e trabalhadoras desassistidos desde o fechamento dos CRASs: famílias em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência e idosos estão entre os mais prejudicados. Com o agravamento da crise social e econômica trazido pela pandemia, o serviço oferecido pelo CRAS faz ainda mais falta. Essas pessoas perderam locais perto de suas residências para serem atendidos e agora precisam pagar pelo deslocamento mesmo com todas as dificuldades envolvidas.

    Exigimos então a reabertura dos CRAS e a realização de concursos públicos para mais contratações! Nossa manifestação precisa começar junto com a comunidade e por isso será realizada no dia 11 de setembro, sábado, às 9h da manhã, em frente ao CRAS Arroio (Rua José Clemente de Oliveira, 56 - Cidade Industrial). Juntos, vamos cobrar que a unidade seja reaberta e que a população volte a ter o espaço da assistência social disponível!

    Imprensa SISMUC
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