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  • 27/11/2020 Geral

    Reunião dos ACEs marca união por condições de trabalho

    Reunião dos ACEs marca união por condições de trabalho
    Arte: Ctrl S
    Sindicato continua lutando para que greve seja declarada legal, além de mostrar a importância do trabalho dos ACEs para a saúde pública

    Os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) se reuniram na última terça-feira (24) para discutir as condições de trabalho da categoria. Mais uma vez, os trabalhadores lembraram que possuem uma rotina que coloca em risco a saúde e a segurança de todos. E, embora a Prefeitura ignore as condições em que estão inseridos os ACEs, os trabalhadores seguem lutando!

    Em 2019 a categoria realizou uma greve de mais de 15 dias, e agora, voltam a discutir suas principais pautas, que só cresceram com a pandemia. Na época, a Administração entrou com uma ação para declarar a greve dos trabalhadores ilegal – esquecendo-se que com os baixos salários e as péssimas condições de trabalho, os ACEs tem direito de se manifestar – porém, somente nesta quinta-feira (26) é que foi realizada a primeira audiência de conciliação com a Prefeitura.

    Infelizmente, a atual gestão mais uma vez mostrou que não existe negociação e disse não haver interesse em repor as horas de trabalho dos ACEs. O Sindicato ainda segue na justiça na tentativa de mostrar como o trabalho dos ACEs é essencial e de declarar a greve dos trabalhadores é legal.

    Nossa luta é por reconhecimento da insalubridade, melhores salários e condições de trabalho do dia a dia

    Além de terem baixos salários, os ACEs estão expostos a diversos riscos no cotidiano. Os servidores trabalham diretamente em locais com diversos tipos de lixo, animais e estão sujeitos também a violência da população.

    E durante a pandemia, os riscos só aumentaram! A falta e ineficiência dos equipamentos de proteção individual (EPI) têm sido uma das questões colocadas pela categoria. O fornecimento de EPI é insuficiente e não leva em consideração o trabalho que é realizado, pois os ACEs ficam expostos nas ruas e entram em diferentes ambientes para realizar a atividade.

    Além disso, em meio a pandemia, os ACEs fizeram um trabalho incrível para auxiliar no controle da dengue e outras doenças que poderiam ter destruído ainda mais a saúde da população. E, por esse importante trabalho, a administração municipal se vangloria de pagar cerca de R$ 1400.Ou seja, mesmo realizando um trabalho imprescindível pra saúde da população, a gestão Greca continua remunerando muito mal os trabalhadores, mostrando o descaso com o serviço público.

    A importância da Comunicação de Acidente de Trabalho

    Com as condições de trabalho precárias, durante a reunião, mais uma vez, os trabalhadores foram alertados sobre a importância de fazer a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) quando são vítimas de mordidas de cachorro, que é uma situação comum, entre outras situações de risco.E também, registrar Boletim de Ocorrência quando sofrem assédio ou são ameaçados em locais onde vão fazer as visitas de trabalho.

    Os ACEs relataram uma grande dificuldade que a administração impõe, justamente para que os trabalhadores muitas vezes desistam de realizar o CAT. O SISMUC enviou um ofício para cobrar que a Prefeitura adote melhores protocolos para realização desse importante procedimento.

    Além disso, o sindicato vem desenvolvendo estudos para reforçar a necessidade de garantir a segurança e a saúde desses trabalhadores.

    Responsáveis pela fiscalização de ambientes e ações para controle de doença como dengue, é hora de valorizar os ACEs! A união da categoria é o que fortalece e ajuda a organizar a luta dos trabalhadores.

    Imprensa Sismuc
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