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  • 15/10/2020 Geral

    Manobra para arquivar denúncia de nepotismo é barrada

    Manobra para arquivar denúncia de nepotismo é barrada
    Arte: Ctrl S
    Graças à pressão, investigação continua e vereadores que tiveram parentes nomeados na gestão Greca serão interrogados

    Os vereadores que tiveram parentes nomeados na gestão Greca serão interrogados para apurar as denúncias de nepotismo apresentadas pelo SISMUC e pelo SISMMAC. A reunião do Conselho de Ética desta quinta-feira (15) marcou uma vitória importante contra a impunidade, com a decisão de dar prosseguimento à investigação dos quatro acusados: Serginho do Posto (DEM), Toninho da Farmácia (DEM), Julieta Reis (DEM) e Fabiane Rosa (PSD).

    O vereador Geovane Fernandes (Patriota), relator que encabeça a Junta de Instrução responsável por conduzir as investigações, apresentou um relatório sugerindo o arquivamento da denúncia contra o vereador Serginho do Posto e o prosseguimento das demais investigações. A manobra só foi impedida porque o relator foi voto vencido dentro da Junta escolhida por sorteio.Os outros dois membros,os vereadores Marcos Vieira (PDT) e Maria Letícia (PV), apresentaram voto em separado, orientando a continuidade das investigações contra todos os acusados.

    A pressão dos sindicatos também garantiu que a reunião fosse transmitida ao vivo. Entretanto, a transmissão ocorreu sem divulgação prévia e foi interrompida no momento em que o presidente da Comissão, o vereador Bruno Pessuti (Podemos), lia o final do relatório que indicava o arquivamento das denúncias contra Serginho do Posto.

    Entretanto, a dificuldade de garantir a transmissão ao vivo dessa reunião e a tentativa de arquivamento da denúncia contra Serginho do Posto deixam claro que teremos que ficar atentos e redobrar nossa pressão para garantir que as investigações ocorram com transparênciae os envolvidos sejam punidos com a perda do mandato, além de devolverem aos cofres públicos os mais de R$ 1.6 milhões gastos indevidamente com essas nomeações ilegais.

    Próximos passos

    O Conselho de Ética vai ouvir os familiares que receberam cargos e interrogar os vereadores acusados a partir do dia 11 de novembro. A Prefeitura também será intimada e terá que se manifestar oficialmente sobre a data das nomeações e a natureza dos cargos ou funções gratificadas ocupadas por familiares de vereadores.

    O SISMUC e o SISMMAC vão acompanhar os interrogatórios e já solicitaram acesso aos relatórios apresentados nessa reunião e às defesas enviadas pelos acusados à Junta de Instrução.

    Por orientação do corregedor da Câmara Municipal, vereador Mauro Ignácio (DEM), foi instaurado um processo mais brando de investigação, que pode resultar na pena de censura pública ou suspensão das prerrogativas regimentais. Entretanto, após ouvir as testemunhas, a Junta de Instrução pode encaminhar a abertura de um processo de cassação dos mandatos.

    Bancada do pacotaço se movimenta para tentar enterrar denúncias

    Desde que as denúncias de nepotismo foram apresentadas pelos sindicatos, vereadores que fazem parte da base de apoio do prefeito Rafael Greca se movimentam para tentar amenizar ou encerrar as investigações.

    O corregedor da Câmara Municipal, vereador Mauro Ignácio (DEM), orientou que o Conselho de Ética instaurasse um processo mais brando de investigação porque, segundo ele, a denúncia feita pelos sindicatos não comprovou que a nomeação dos familiares dos vereadores caracteriza troca de favores ou conluio político. O estranho é que o próprio corregedor reconheceu que as nomeações são ilegais porque a Lei Orgânica do Município proíbe expressamente que parentes de vereadores recebam cargos e funções gratificadas na Prefeitura.Por que será que o vereador filiado ao DEM, partido do prefeito Rafael Greca e de três dos quatro vereadores acusados de nepotismo, não vê relação entre a nomeação ilegal de familiares dos vereadores na gestão Greca e o apoio quase incondicional que o prefeito recebeu em troca?

    Toninho da Farmácia (DEM) deve se afastar do Conselho de Ética enquanto responde as acusações de nepotismo, mas se manteve como relator da denúncia contra Beto Moraes e excluiu a principal acusação, justificando que não caberia à Câmara fazer a investigação sobre a suspeita de compra de votos.

    Agora, é Geovane Fernandes quem se esforça para defender o indefensável. No seu relatório, o vereador defendeu o arquivamento das denúncias contra Serginho do Posto, alegando que as acusações já foram investigadas no início do mandato pelo Ministério Público. Entretanto, a denúncia apresentada pelo SISMUC e pelo SISMMAC traz indícios de nomeações recíprocas e a investigação de todos os acusados pode ajudar a desvendar uma rede de nepotismo e apadrinhamento envolvendo a Câmara Municipal e o Executivo.

    Chega de impunidade!Ajude a cobrar que o Conselho de Ética investigue as denúncias com rigor e não reeleja quem coloca os seus interesses, de seus familiares e de aliados políticos acima das necessidades da população! Vereador que arranjou cargo para parente deve perder o mandato!

    Entenda as denúncias

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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