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  • 13/08/2020 Geral

    Pressão por adesão à fracassada CuritibaPrev cresce na pandemia

    Pressão por adesão à fracassada CuritibaPrev cresce na pandemia
    Arte: Ctrl S
    Insustentável desde sua criação, CuritibaPrev tem apelado para a insistência para que servidores caiam nessa furada

    A pressão do desgoverno Greca para tentar impor aos servidores a adesão à CuritibaPrev não tem descanso mesmo durante a pandemia. A denúncia enviada por um servidor este mês demonstra a insistência para os servidores aderirem a essa fundação de previdência complementar, criada para acabar com o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) e privatizar a aposentadoria dos servidores.

    De acordo com a denúncia, os servidores sofrem pressão, recebendo propostas insistentes, mesmo após já terem recusado a adesão a esse plano fracassado.

    E a insistência é grande. No ano passado, houve reuniões com servidores para apresentar a CuritibaPrev, inclusive pedindo os dados pessoais, mesmo daqueles que não desejavam aderir.

    Agora, enquanto os trabalhadores estão preocupados com os serviços públicos em meio à pandemia, a pressão continua, via whatsapp, e-mail e ligações telefônicas. Os servidores são bombardeados com mensagens, inclusive insistindo que eles expliquem por que não querem cair nessa farsa que é a CuritibaPrev.

    No desespero de conseguir mais filiações – já que a maioria dos servidores sabe bem que a previdência complementar é uma furada – são apresentadas propostas cada vez mais atrativas, com percentual de desconto mais baixo. Mas, os servidores que acompanham a luta, sabem bem que atrativo de verdade é defender o seu fundo de previdência próprio, o IPMC.

    E o que esse desespero em fazer os servidores aceitarem a proposta representa? Que a CuritibaPrev é insustentável, algo que os sindicatos vêm alertando há bastante tempo. Enquanto retira o dinheiro do IPMC, Greca colocou um aporte de R$ 12 milhões em uma previdência fadada ao fracasso. Em dezembro do ano passado, na justificativa para dobrar o valor dos repasses, enviada à Câmara de Vereadores, havia a informação de que a CuritibaPREV não era capaz de pagar o salário de funcionários e demais despesas administrativas que já somam cerca de R$ 300 mil por mês.

    Agora, se esse fundo de previdência complementar criado no município se mostra insustentável desde a sua criação, um verdadeiro saco sem fundo com cada vez mais aportes da gestão municipal, como esperar que ele possa garantir a aposentadoria dos servidores municipais?

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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