Notícias

Imprimir
  • 06/08/2020 Geral

    Bilhões para os ricos, miséria para os trabalhadores

    Bilhões para os ricos, miséria para os trabalhadores
    Governo Federal coloca os trabalhadores na mira do vírus para garantir o lucro dos patrões

    De março até agora já são quase 100 mil pessoas mortas e mais de 2 milhões de contaminados pelo novo coronavírus no Brasil. E o governo Bolsonaro, desde o início da pandemia, fez de tudo para não combater a doença. Veja:

    - É CONTRA O ISOLAMENTO:é a única forma de diminuir a contaminação pelo vírus. Bolsonaro quer que os trabalhadores fiquem na mira do vírus para garantir o lucro dos patrões. Para ele, tudo deve continuar funcionando durante a pandemia. Fábricas, comércio, e bancos ficam abertos e que se lasquem os trabalhadores que estão sendo contaminados.

    - É CONTRA O SUS: o Sistema Único de Saúde é uma conquista da luta dos trabalhadores no Brasil, um sistema público que tem sido atacado pelos diversos governos. Mas se não fosse o SUS, a situação da saúde estaria muito pior. O governo Bolsonaro mente ao dizer que o investimento para o combate a COVID-19 está chegando em todas as regiões do Brasil. O governo até agora gastou menos de 30% dos R$39,3 bilhões que diz ter destinado no combate à doença.

    Bilhões para os ricos, miséria para os trabalhadores

    O governo liberou mais de R$ 1 trilhão para os bancos faturarem em negociações de grandes empréstimos e liberou mais crédito para as empresas que seguem demitido em massa. Nos primeiros dois meses de pandemia no Brasil mais de 1 milhão de trabalhadores foram demitidos. O desemprego já atinge 40 milhões entre os que foram demitidos durante a pandemia e quem já está há tempos procurando trabalho.

    O governo Bolsonaro criou Medidas que liberam os patrões para demitir e reduzir salários, como a MP 927 e 936. Com isso, os trabalhadores além de receber bem menos, também seguem sem nenhuma garantia de emprego. O governo diz que garantiu o auxílio emergencial de R$ 600,00 para quem está sem renda, mas na verdade esse auxílio só saiu pela pressão dos Sindicatos, centrais sindicais e diversos movimentos de luta.

    O governo era contra o auxílio, depois queria pagar só R$ 200,00, por conta da pressão aumentou para os míseros R$ 600,00. Agora diz que vai criar um novo programa de renda para tentar enganar que está preocupado com quem nada tem.

    Lutar para garantir a vida, os direitos e empregos

    Hoje em todo país, manifestações estão acontecendo denunciando o genocídio provocado por esse governo e em defesa da vida, dos direitos e empregos da classe trabalhadora. É só na luta do conjunto dos trabalhadores que estão empregados e desempregados que podemos impedir mais mortes, mais demissões, o arrocho nos salários e a retirada de direitos.
    Demitem, reduzem salários e comemoram

    A Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do país quer demitir mais de mil trabalhadores em suas empresas em Cubatão/SP e Ipatinga/MG. Na Baixada Santista, já são mais de 300 trabalhadores demitidos e a usina quer reduzir os salários de quem ficou. Em Minas, quer demitir mais de 90% dos trabalhadores na Usiminas Mecânica, o que significa colocar no olho da rua mais de 700 trabalhadores.

    Os Sindicatos dos Metalúrgicos, juntos com a Intersindical, estão na luta contra mais esse ataque da siderúrgica que nos últimos dias divulgou que vai elevar seu plano de investimentos de R$ 600 para R$ 800 milhões. A Renault, montadora francesa, demitiu mais de 700 trabalhadores em São José dos Pinhais/PR. Contra as demissões, os metalúrgicos estão em greve desde o dia 22 de julho lutando pelos empregos.

    Governos capachos dos patrões atacando ainda mais os trabalhadores

    Junto com o governo genocida de Bolsonaro, governadores e prefeitos de vários estados e cidades estão liberando a abertura de tudo, o que significa ampliar ainda mais a contaminação dos trabalhadores pelo novo coronavírus.

    Para atender os interesses de lucros dos patrões, o governo Bolsonaro e vários governos estaduais e municipais estão ampliando a terceirização dos serviços públicos e as privatizações, piorando ainda mais o acesso da população trabalhadora a serviços de saúde, educação, assistência social, saneamento, correios. Piora o atendimento para os trabalhadores ao mesmo tempo em que entrega para as empresas privadas tudo o que é público e pode se tornar fonte de lucro.

    Agora, querem colocar também na mira do vírus os filhos da classe trabalhadora: é isso o que a reabertura das escolas durante a pandemia representa. Além dos professores e demais trabalhadores da Educação vão colocar na mira do vírus crianças, jovens, os adultos e idosos que convivem com os alunos.

    São vidas que estão sendo eliminadas, são direitos e empregos que estão sendo exterminados

    Difícil quem não conheça alguém que perdeu uma pessoa querida nessa pandemia. E mesmo que você não conheça ninguém que morreu, eles fazem parte da sua vida como classe trabalhadora, pois a maioria que está morrendo no Brasil e no mundo são trabalhadores, são os mais pobres.

    É preciso reagir. Mais do que não ser indiferente, é preciso se levantar e ir à luta com as organizações comprometidas com os trabalhadores para enfrentar esse massacre que tira vidas, direitos, empregos. É só lutando contra os ataques dos patrões e seus governos que podemos defender as nossas vidas e nosso direitos.

Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Nunes Machado, 1577 - Rebouças, Curitiba - PR. CEP: 80220-070     Fone/Fax: (41) 3322-2475 | (41) 98407-4932     E-mail: sismuc@sismuc.org.br
Atendimento de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

DOHMS