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  • 24/07/2015 Geral

    Unidades da Fafen e Repar param em greve nacional

    Unidades da Fafen e Repar param em greve nacional
    Uma das entradas da Repar. Pedro Carrano
    Como aconteceu na maioria das unidades no país, em Araucária petroleiros e petroquímicos promovem um dia de lutas.

    Às seis da manhã de hoje (24), os cinco portões da refinaria presidente Getúlio Vargas (Repar) e a entrada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), foram bloqueados por trabalhadores petroleiros, petroquímicos e manifestantes, no protesto nacional puxado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), no mesmo dia de negociação com o conselho de administração da Petrobrás.

    Os piquetes haviam sido montados na noite anterior, preparando um dia completo de paralisação. Quem acompanhava algum dos bloqueios observava um baixo número de operários exigindo a entrada, mas já avisados de que havia um contingente para manutenção nas empresas. Os sindicatos informaram que mais de 90% dos trabalhadores aderiram à paralisação.

    Pauta evita questões corporativas

    A pauta em jogo não é típica de campanha salarial. Na plenária realizada de 1 a 5 de julho, a Federação Única dos Petroleiros havia definido a chamada pauta política para evitar o desinvestimento na empresa estatal. Os petroleiros associam a tentativa de desaceleração da Petrobrás com o que já ocorreu nos anos 1990.

    “O desinvestimento trouxe a precarização nos anos 90, o que causou os grandes acidentes ambientais no país, no rio Iguaçu, baía de Guanabara, acidentes na plataforma P36, quando perdemos onze companheiros nossos mortos. A Petrobrás vinha num crescente de desenvolvimento e agora a proposta é apequenar a empresa”, protesta Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro PRSC.

    O outro ponto do protesto se refere ao Projeto de Lei do Senado, elaborado pelo senador José Serra (PSDB), que revisa a Lei da Partilha (12351/2010). A FUP exigiu num posicionamento público da Petrobrás sobre a capacidade de exploração no pré-sal a partir dessa lei. “A Federação ressaltou que a omissão da empresa sobre esta questão se contradiz ao Plano de Negócios e Gestão da companhia para 2015/2019, que apresenta diversas metas de produção e tem como prioridade explorar o pré-sal”, informa notícia da FUP.

    A FUP exige também a reposição do quadro de funcionários em igual número ao de demissões. E a continuidade de obras como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a unidade de fertilizantes nitrogenados III (Fafen-MS). De acordo com a pauta, as obras devem ter início até dezembro de 2015.

    “A categoria entendeu que seria oportuno a gente fazer a defesa da Petrobrás, enquanto projeto de nação. Deixamos de lado a pauta econômica, com alguns benefícios, e estamos nos dedicando à pauta de defesa da Petrobrás”, afirma Paulo Antunes, diretor do Sindiquímica-PR, que organiza os trabalhadores da Fafen.

    Solidariedade

    Em cada piquete nas entradas das unidades não se viam apenas petroleiros e petroquímicos. Professores, militantes, o movimento estudantil e popular, ao lado de outros sindicatos, compareceram em solidariedade à greve, quando ainda era escuro e neblina em Araucária. 

    O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) entende é central no momento político a pauta da soberania nacional e do controle da exploração das reservas do pré-sal. “Esse é o debate mais importante nesta conjuntura. Não podemos permitir que deixem a chance de realização para melhor do povo brasileiro nas mãos de empresas internacionais”, afirma Robson Formica, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

    Pedro Carrano
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