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  • 15/07/2015 Geral

    Sesa nega calote, mas não apresenta números

    Sesa nega calote, mas não apresenta números
    Repasse de verbas para US Campo Alegre está parado por causa de 1% da obra.

    O Governo do Paraná, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, nega que tenha dado calote no repasse de verbas para o município de Curitiba concluir a Unidade de Saúde Campo Alegre. Para o governo Beto Richa, enquanto a obra da gestão Gustavo Fruet não atingir 70% de conclusão, o dinheiro não pode ser repassado. Atualmente a obra está 69% concluída.

    O questionamento da Sesa se deu após o Sismuc publicar reportagem apontando a paralisação de duas Unidades de Saúde básicas do municipal, localizadas no Campo Alegre (CIC – região sul) e no Jardim Aliança (Santa Cândida – região norte). A primeira tinha a entrega das obras previstas para março de 2014, ao passo que a unidade Jardim Aliança estava prevista para setembro de 2013. Ambas estão completamente abandonadas, na periferia de Curitiba, em local de demanda por atendimento.

    O governo do Paraná, por sua vez, afirma que não há débitos e a última parcela de cada obra será repassada conforme apresentação de nova medição por parte da Prefeitura. Em nota publicada na página do Sismuc nas redes sociais, além de dizer que a “matéria é falsa”, num dos trechos, o governo estadual justifica o que havia sido informada em reportagem (reveja):

    “A unidade Campo Alegre está com 69% da obra e já recebeu três das seis parcelas previstas no convênio. A quarta parcela será paga quando a unidade estiver com 70% da obra concluída. E as próximas parcelas serão pagas conforme novas medições”, descreve a gestão estadual.

    Abandono no Campo Alegre gera pressão sobre outras USs

    Tanto governo estadual quanto a prefeitura recebem a crítica da coordenação do Sismuc: “Independente de quem é a responsabilidade, se da Saúde Estadual, que não repassa a verba por causa de 1% ou da Secretaria Municipal de Saúde, que não retoma a obra, quem está sendo punido é o cidadão curitibano. O que é 1 por cento, 20 mil reais?", alerta a coordenação do Sismuc sobre este debate.

    Enquanto isso, a demora na conclusão das duas unidades, localizadas em dois bairros da periferia de Curitiba, pressiona unidades vizinhas, com grande demanda no atendimento. Ontem mesmo, o incidente ocorrido na Unidade de Saúde Nossa Senhora da Luz, quando um médico foi ameaçado, fato que repercutiu na imprensa, é atribuído pela direção do Sismuc à falta de funcionários frente à grande demanda pelo serviço de saúde.

    “Se a Unidade do Campo Alegre estivesse pronta, não haveria tanta sobrecarga sobre a unidade localizada na Vila Nossa Senhora da Luz”, lamenta a coordenação do Sismuc.

    A própria Prefeitura de Curitiba reconhece que a área da US Nossa Senhora da Luz – mesma região da US Campo Alegre – já contava com aproximadamente 17 mil habitantes quando do Censo de 2010, dado que saltou para 24 mil usuários cadastrados, sendo 70% usuários do SUS.

    Hostilidade

    Antes de publicar a nota nas redes sociais, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa) entrou em contato com a comunicação do Sismuc. Em tom ríspido, a assessoria do governo estadual questionou a reportagem, na visão do governo do estado, em tese favorável à Prefeitura de Curitiba.

    Pedro Carrano e Manoel Ramires
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