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  • 03/07/2015 Geral

    Fórum 29 de abril realiza espaço de planejamento

    Fórum 29 de abril realiza espaço de planejamento
    Joka Madruga/APP-sindicato. Protesto do dia 29 de maio, um mês após o massacre.
    Passado o massacre contra manifestantes, espaço busca articular as lutas da esquerda.

    Representantes de movimentos sociais, entre os quais MST, MAB e MPM, e representantes de centrais sindicais, caso da CUT, CTB e Nova Central, ao lado de sindicatos, organizações estudantis e de direitos humanos, entre outros, reuniram-se em Curitiba para seguir na construção do Fórum 29 de abril, um espaço de unidade dos movimentos sociais e de partidos de esquerda.

    No Paraná, este espaço surgiu um dia depois do massacre promovido pelo governo Beto Richa (PSDB) contra o movimento de professores e servidores estaduais, no dia 29 de abril. O desafio agora é o fórum tornar-se um espaço amplo, articulador desses movimentos sociais, antenado com debate nacional para organizar uma frente de esquerda.

    A reunião de hoje (3) passou pela situação no Paraná e no país, fez o repasse da reunião nacional organizada no último final de semana em São Paulo, e também debateu a construção dessa frente, sua organicidade e comunicação. Ficou também o debate sobre como construir um processo que não seja apenas restrito à capital.

    “Precisamos forjar a criação de espaços mais amplos e coletivos. No final de maio, foram realizadas duas plenárias, no calor do processo de luta da educação, então foi encaminhada a criação deste fórum de lutas”, explica Robson Formica, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

    Unidade Nacional

    A ideia é que essa construção no Paraná esteja em acordo com a construção nacional do grupo chamado até o momento de Grupo Brasil, que terá um calendário nacional, com uma primeira conferência dessa frente política nos dias 5 e 6 de setembro.

    Esse espaço deve estar ancorado em uma plataforma que envolva pautas como as reformas estruturais e populares, defesa da democracia e da soberania nacional, defesa dos direitos sociais e dos trabalhadores, integração latino-americana, entre outros pontos.

    Tal construção remete à disputa do segundo turno eleitoral de 2014. Logo depois, os movimentos sociais, decisivos para a vitória de Dilma Roussef (PT), foram surpreendidos com a apresentação de propostas antipopulares contidas no ajuste fiscal, e com a incidência da direita no Congresso e dos segmentos neoliberais no Ministério da Fazenda.

    Frente a um cenário complexo, esse campo político organizou lutas como a do dia 13 de março. E vem organizando as lutas de resistência contra o PL das terceirizações, redução da maioridade penal, quebra do sistema de partilha na exploração do pré-sal etc.

    Conjuntura do Paraná

    A caracterização do governo é a de que Richa se ancora em uma aliança cada vez mais conservadora, aliado com o grupo de Ratinho Jr. Esse grupo anteriormente havia derrotado o grupo de Richa nas eleições municipais de Curitiba. E agora a presença da família Barros de caráter conservador passa a ter forte influência sobre o grupo de Richa, na avaliação de Hermes Leão, presidente da APP-sindicato estadual de professores. 

    Ademais, o governo Richa sofre um processo de desgaste a partir de processo do Ministério Público por improbidade administrativa.

    A avaliação da presidente estadual da CUT-PR, Regina Cruz, é de que a luta dos professores fornece condições para o avanço em um espaço de unidade entre os movimentos sociais. "O melhor exemplo é o que aconteceu em Minas Gerais, após a repressão do governo Anastasia (PSDB) contra os professores, formou-se o campo do Quem Luta, Educa", afirmou. 


    Pedro Carrano
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