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  • 09/07/2021 Geral

    Curitiba volta à bandeira amarela mesmo com variantes mais agressivas

    Curitiba volta à bandeira amarela mesmo com variantes mais agressivas
    Arte: CTRL S
    No lugar de medidas restritivas e sanitárias e em respeito à vida de trabalhadores, Prefeitura de Curitiba escolhe combater a pandemia com otimismo sem fundamento

    Depois de meses alternando entre a bandeira laranja e vermelha, Curitiba tem ocupação de leitos abaixo de 90% e retorna à bandeira amarela: reduz restrições, reabre teatros e cinemas (com público limitado), estende o horário de funcionamento de shoppings e flexibiliza a abertura de bares e afins.

    No seu mundo de faz de conta, o desgoverno Greca defende que “a vida deve fluir com maior alegria”, algo que estaria se aproximando com a perspectiva do fim da pandemia. Mas, que alegria pode ter a classe trabalhadora que enfrenta a incerteza diante da demora na vacinação, enquanto a pobreza e a miséria avançam de forma desenfreada?

    Com a flexibilização ainda maior das medidas restritivas, o desgoverno parece esquecer que, além da imunização completa (com as duas doses da vacina) ter alcançado um percentual ainda baixo da população – cerca de 15% - o município ainda enfrenta com frequência a interrupção da vacinação por faixa etária por falta de imunizantes. Ainda esta semana, na última quarta-feira (07), houve o congelamento da imunização a espera de novas remessas – demora que está diretamente relacionada ao governo federal que escolheu a corrupção na negociação das vacinas em vez de garantir a proteção à população.

    A esse cenário preocupante, soma-se o avanço de novas cepas da doença, com destaque para mutações que tornam o vírus mais contagioso e mais agressivo. Um exemplo é a chamada variante Delta, identificada inicialmente na Índia, que só é contida com a aplicação das duas doses da vacina. A confirmação de casos e óbitos pela variante no Paraná reforçam a preocupação.

    Enquanto isso, na capital Greca parece esquecer que não basta o otimismo de pensamento para que a pandemia seja controlada. A política de “abre e fecha” que vem sendo usada desde o início da pandemia não contribui com a redução a longo prazo de contaminações e óbitos, servindo mais como uma ferramenta de propaganda de governo e menos como uma medida séria de controle da pandemia. O secretário da Saúde do estado, Beto Preto, inclusive afirmou nesta quarta-feira (07) que “não acha que teremos uma explosão de casos provocada pela variante Delta, fazendo coro com a opinião otimista sem fundamento científico do prefeito Rafael Greca.

    Curitiba na contramão do mundo

    O desgoverno Greca quer vender uma imagem de Curitiba como cidade inteligente, mas na realidade anda na contramão do mundo e tem sido um exemplo do atraso no combate à pandemia. O surgimento das variantes de coronavírus tem sido responsável pela retomada do número de novas infecções mesmo em países que tinham a pandemia sob controle nos últimos meses. Com isso, novas medidas restritivas estão sendo tomadas em vários países.

    A cidade de Tóquio, sede dos próximos Jogos Olímpicos, é um dos exemplos. Lá, a média móvel de casos novos de Covid-19 é de 632 e cresce constantemente desde meados do mês de junho. Nesta quinta-feira (08), foram mais de 900 novos infectados em uma população de quase 14 milhões e a variante Delta já representa mais de 30% dos casos de Covid-19 no país.

    Receoso diante do aumento da contaminação, principalmente com a realização das Olimpíadas, o governo decretou nesta quinta-feira (08) estado de emergência em Tóquio. Os Jogos Olímpicos, a princípio, não terão público e medidas restritivas foram novamente implementadas.


    Enquanto isso, a cidade de Curitiba, volta a adotar a bandeira amarela mesmo com quase 760 novos casos registrados na última quarta-feira (07), em uma população de quase 2 milhões de habitantes. A proporção é, em Tóquio, de 64 casos por milhão de habitantes; em Curitiba, de 380 casos por milhão de habitantes. Mas, para a gestão Greca, pensar sobre isso é pensar negativamente, adotar uma atitude pessimista.

    O SISMUC e o SISMMAC continuam cobrando da Prefeitura de Curitiba que trate o combate à pandemia com seriedade, respeitando a vida de tantos trabalhadores que diariamente se colocam em risco atuando na linha de frente.

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