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  • 01/04/2021 Geral

    Greca quer dificultar a entrega de alimentos para população de rua

    Greca quer dificultar a entrega de alimentos para população de rua
    Arte: CtrlS
    Projeto protocolado na Câmara estipula multa para quem distribuir alimentos sem atender aos critérios da PMC

    Além de negligenciar a população de rua completamente durante a pandemia, Greca, agora, quer dificultar e até mesmo multar aqueles que ousam contribuir e alimentar homens, mulheres e crianças que vivem em situações miseráveis.

    O prefeito de Curitiba, por meio do projeto de lei que estabelece o programa Mesa Solidária, protocolado na Câmara Municipal esta semana, quer restringir a distribuição de alimentos realizadas pela sociedade civil organizada, como ONGs, sindicatos e demais entidades.

    Na aparência, o projeto parece propor formas de levar alimentos para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Mas, não se engane, a iniciativa do prefeito propõe até mesmo multa para aqueles que distribuírem alimentos sem autorização da Prefeitura. O projeto estabelece critérios para que essa distribuição aconteça e eles precisam estar de acordo com horário, data e local estabelecidos pela administração municipal. Segundo a proposta, o valor da multa pode variar entre R$ 150,00 e R$ 550,00.

    Dessa forma, o prefeito Rafael Greca ataca a população em situação de rua duas vezes: a primeira está relacionada a falta de política pública para atender essa população, como auxílio moradia, alimentação, higiene, entre outras, a segunda é ao impedir que as pessoas que se sensibilizam com o sofrimento enfrentado pela população em situação de rua ajudem a minimizar a fome dessas pessoas.

    Existe muito a ser feito nas áreas da saúde e da assistência social públicas do município, mas a administração de Curitiba prefere empenhar esforços para dificultar ações de solidariedade entre trabalhadores.

    Resolver a fome imediata da população é dever do Estado. Mas, nossa sociedade é profundamente desigual e, nesse sistema, o Estado atende aos interesses da classe dominante, que não tem interesse nenhum em minimizar o sofrimento dos mais vulneráveis. Então, quando esse Estado falha, a solidariedade de classe é uma resposta histórica dos trabalhadores para aplacar as necessidades básicas dos mais vulneráveis.

    E é contra essa solidariedade de classe que o projeto de lei foi protocolado pela gestão Greca. A sociedade civil organizada e os movimentos sociais já produziram uma carta contra a iniciativa da Prefeitura e nos somamos a essa posição! Precisamos resolver o problema da fome imediata da população em situação de rua e não dificultar ainda mais que a comida chegue a quem precisa! E é fundamental que o prefeito invista mais recursos na assistência social que sofre com o descaso desde o início da gestão Greca!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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