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  • 22/12/2020 Geral

    Reunião sobre volta às aulas presenciais é marcada por censura

    Reunião sobre volta às aulas presenciais é marcada por censura
    Além de ignorar os questionamentos dos sindicatos sobre protocolo de volta às aulas, gestão Greca impõe lei da mordaça aos diretores

    Para seguir o seu plano de impor aulas presenciais sem estabelecer diálogo nem com trabalhadores da educação, nem com alunos e familiares, a Secretaria Municipal de Educação (SME) quer impor um tipo de lei da mordaça aos diretores de escolas e CMEIs que foram chamados para uma reunião nesta terça-feira (22).

    Intransigência é a política de Greca

    O termo mordaça imposto aos diretores infelizmente não é o único exemplo da postura autoritária e irresponsável do desprefeito Greca e de sua equipe. Na última semana ele divulgou um protocolo de volta às aulas que sequer foi apresentado na sua versão final ao comitê organizado para debater o tema.

    A criação do comitê foi mais uma brincadeira de faz de conta, afinal, as sugestões e os questionamentos dos representantes dos sindicatos não foram levados em conta. Diante do questionamento do SISMUC e do SISMMAC, a SME chegou a afirmar que o comitê não precisava aprovar o protocolo.

    Essa postura mostra que não são apenas os sindicatos que Greca tenta silenciar. Ele quer calar a voz e os protestos de todos aqueles que se opõe à sua prioridade de agradar os grandes empresários, mesmo que para isso precise colocar vidas em risco.
    O encontro deveria tratar sobre o retorno das atividades educativas presenciais, porém, em uma forma de censura e de assédio moral, a gestão está enviando o que eles chamam de “termo de ciência e concordância”, mas que poderia ser chamado de “termo mordaça”. O documento, a ser assinado pelos trabalhadores, afirma que não podem ser utilizadas imagens e vídeos da reunião, tampouco repassadas as informações discutidas.

    Mas, o que de tão secreto a gestão tem a tratar sobre um tema que interessa a toda a sociedade? O retorno das aulas presenciais em meio à pandemia que tem batido recordes de contaminação nas últimas semanas é assunto de saúde pública. Vidas de professores, trabalhadores da educação, estudantes e seus familiares estão sendo colocadas em risco, então não podemos admitir que decisões sejam tomadas de forma autoritária e às escondidas. Esse assunto precisa de amplo debate.

    A falta de transparência e o autoritarismo são marcas registradas da gestão Greca. E é dessa forma que esse desgoverno quer impor um retorno às aulas presenciais mesmo sem condições de garantir a segurança da comunidade escolar.

    Os sindicatos e os trabalhadores não aguentam mais o autoritarismo dessa gestão. O SISMUC e o SISMMAC vão cobrar a prefeitura para que esse tipo de termo usado para censurar os trabalhadores não seja utilizado.

    Imprensa SISMUC e SISMMAC
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