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  • 24/02/2021 Educação

    Falta de inspetores expõe fragilidade do protocolo de volta às aulas

    Falta de inspetores expõe fragilidade do protocolo de volta às aulas
    Arte: CtrlS
    Se a gestão não garante nem a equipe necessária, como espera que as atividades ocorram com qualidade e segurança?

    Além da falta de vacina e do protocolo insuficiente, a segurança no retorno das aulas presenciais também esbarra no problema da falta de profissionais. A Escola Municipal Graciliano Ramos, na regional do Portão, e a Escola Municipal CEI Maestro Bento Mossurunga, no Boqueirão, tiveram que retomar as atividades presenciais com duas inspetoras a menos nesta semana. As trabalhadoras foram transferidas às pressas para cobrir buraco em outras unidades da regional, deixando essas duas escolas sem a equipe necessária para receber as crianças que aderiram ao sistema híbrido, além de garantir a distribuições dos kits de alimentação.

    Como a Prefeitura espera que a retomada das aulas presenciais ocorra sem gerar surtos que ameacem a vida de estudantes e trabalhadores se não garante sequer a quantidade necessária de profissionais para que o protocolo seja cumprido? Os inspetores cumprem um papel imprescindível no acolhimento das crianças durante a permanência na unidade de ensino, especialmente na entrada, saída e nos intervalos, quando o risco de aglomeração é mais alto. Esse acolhimento e orientação são ainda mais fundamentais neste período de pandemia de Covid-19. 

    Além da falta de inspetores, a maioria das unidades também lida com a falta de professores, pedagogos e agentes administrativos. O descaso da gestão Greca com a realização de novos concursos públicos e as medidas de desvalorização que tiveram impacto na redução do número de servidores fragilizam as condições para que o retorno das aulas presenciais, especialmente sem a vacinação dos trabalhadores da educação.Greca parece ignorar que o desafio de retomar as aulas presenciais em meio à pandemia de Covid-19 exigiu contratação de mais profissionais, investimento drástico na adaptação das salas de aula, além de uma redução anterior nas taxas de contágio, nos países em que essa retomada ocorreu com relativo sucesso. Aqui, o prefeito insiste na velha tática do cobertor curto: tira inspetores de uma unidade para cobrir o buraco de outras, deixando todas parcialmente descobertas e sem condições mínimas para desempenhar as atividades com a qualidade e segurança que o momento exige.

    Na contramão da inovação, Greca não fez sequer o mínimo que estava ao seu alcance. A gestão do desprefeito teve tempo para convocar os profissionais aprovados e que pediram final de fila nos últimos concursos públicos, cuja validade foi suspensa em julho do ano passado. Preferiu iniciar as convocações só agora, no mês de fevereiro, exigindo que escolas e CMEIs funcionem no improviso, sem qualquer garantia sequer de que o problema da falta de pessoal será resolvido com nomeações nesse semestre.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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