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  • 03/12/2020 Geral

    Sem negociação, reajuste de 3,14% é regulamentado por lei

    Sem negociação, reajuste de 3,14% é regulamentado por lei
    Arte: Ctrl S
    Pagamento deverá ser realizado no contracheque de dezembro, com valores retroativos a novembro
    O reajuste de 3,14% dos servidores municipais já está previsto na lei 15.770/2020, publicada na edição de quarta-feira (2) do Diário Oficial da Prefeitura de Curitiba. O reajuste não recompõem sequer a inflação real do último ano, e a tramitação não teve a mesma antecedência ou urgência que o projeto de auxilio milionário pago os empresários do transporte público, por exemplo.

    Com a publicação da lei, o pagamento do reajuste deverá ser realizado no contracheque de dezembro, com valores retroativos ao mês de novembro. Isso porque a nova data-base da categoria, após o pacotaço de junho de 2017, é no dia 31 de outubro e seus efeitos devem ser recebidos no final de novembro.

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    A lei também flexibiliza o pagamento do valor referente ao 1/3 das férias que poderá ser pago no mês imediatamente anterior ou no mês de fruição das férias do servidor, a depender do caixa disponível do município. Confira ao lado a lei na íntegra

    Gestão não negocia com os sindicatos

    Sem negociação com os sindicatos que representam os servidores,o desprefeito Rafael Greca protocolou a proposta de reajuste na Câmara Municipal no dia 23 de novembro. O projeto foi regulamento por lei no mesmo dia da aprovação em segunda votação pelos vereadores nessa quarta-feira (2). Esse ritmo de votação não causa nenhuma surpresa, afinal a grande base de apoio de Greca na Câmara de Vereadores dá a impressão de que o legislativo é uma extensão da Prefeitura.

    Além do descaso pelas negociações, já que não convocou nenhum dos sindicatos para debater a data-base, é possível perceber que Greca quer economizar até mesmo nos detalhes, as custas dos servidores. O índice que melhor representa os gastos da categoria é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que de 1º de novembro de 2019 a 31 de outubro de 2020 acumulou um percentual de 4,77%. Mas, o desprefeito escolheu reajustar os salários com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Além da escolha do Índice com menor percentual, Greca também jogou com as datas. Com o pacotaço, a data-base do funcionalismo municipal foi adiada para 31 de outubro. Para considerar os últimos 12 meses, é preciso fazer o cálculo da inflação de 1º de novembro a 31 e outubro. Mesmo de acordo com o IPCA, eleito por Greca, se considerarmos o prazo corretamente, o reajuste dos servidores deveria ser de 3,92%. O que explica esse percentual de 3,14% é o fato de a gestão ter “escolhido” um intervalo diferente, de outubro de 2019 a setembro de 2020.

    Na prática, isso significa que olhando apenas para os últimos 12 meses, os servidores estão perdendo mais de 1,5% de reposição da inflação para a Prefeitura.

    Disponibilidade financeira ou prioridade?

    É importante ressaltar que o que define ou não a disponibilidade financeira dos cofres públicos são as prioridades elencadas pelos governantes. Ou seja, se o prefeito escolhe beneficiar empresários do asfalto e do transporte esses recursos disputam com os investimentos necessários para o serviço público, como melhoria da estrutura e ampliação dos equipamentos, contratação de mais profissionais via concurso público e melhores salários.

    E nós já sabemos o que é prioritário para o atual prefeito não é mesmo? Ao longo de todo o seu mandato, Greca atacou os direitos dos servidores e da população para favorecer as empresas do transporte, do asfalto e também as terceirizadas da saúde. Por isso, não temos ilusão com o seu próximo mandato! Seguiremos firmes na luta!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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