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  • 20/11/2020 Na Pauta

    No Dia da Consciência Negra, mais uma vítima fatal do racismo

    No Dia da Consciência Negra, mais uma vítima fatal do racismo
    Um homem negro foi espancado até a morte no estacionamento do Carrefour, em Porto Alegre

    Na véspera do Dia da Consciência Negra a realidade nos mostra que o racismo existe e mata todos os dias. João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de cerca de 40 anos, foi espancado e assassinado no estacionamento do Supermercado Carrefour em Porto Alegre.

    No vídeo que circula nas redes sociais, dois homens brancos identificados como um policial militar temporário e um segurança que, segundo informações, estariam trabalhando no local, aparecem segurando e espancando João Alberto. As cenas seguintes já mostram o corpo de João sendo coberto no chão do estacionamento.

    Neste vídeo também aparece uma funcionária do mercado gravando de perto toda a cena, sem nenhuma tentativa de intervenção em defesa de João Alberto, ao final, ela ameaça a pessoa que está gravando, numa tentativa de impedir que o vídeo circule.

    Esse é o racismo estrutural. Um trabalhador ou uma trabalhadora não podem questionar o preço de algum produto no mercado ou andar tranquilamente na rua sem que suas vidas estejam em risco se a cor da pele for preta.

    Vamos relembrar que em agosto de 2020 um homem morreu enquanto trabalhava nas dependências do Carrefour, em Recife, e teve apenas o corpo escondido para que sua morte não atrapalhasse o funcionamento e as vendas da unidade.

    Beto, como era conhecido, é mais uma vítima fatal do racismo no Brasil

    A exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos, a morte de George Floyd e o movimento Vidas Negras Importam, vários atos estão sendo convocados em todo o Brasil em resposta ao racismo praticado pelo Carrefour e pela violência cotidiana enfrentada pela população trabalhadora preta. Em Curitiba, o ato está previsto para acontecer às 18h, no estacionamento do Carrefour do Parolin, ao lado do tubo do TRE, na Av. Marechal Floriano Peixoto.

    Enquanto houver capitalismo, haverá racismo e todas as lutas que pretendem uma transformação desse sistema precisam ser lutas antirracistas.

    População carcerária

    Hoje, os sindicatos haviam programado a quinta nota sobre o racismo no Brasil e traria os dados da população carcerária brasileira. De acordo com o Infopen de 2016, o Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais encarceram no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. Do total de presos brasileiros, 64% são negros. Muitos ainda sem nem ter tido a chance de um julgamento.

    Esses dados revelam queas políticas de encarceramento e aumento de pena se voltam, via de regra, contra a população negra e pobre. E isso tem origem no Brasil colonial e nas políticas racistas que foram sendo construídas desde então.

    Para superarmos o racismo, precisamos de uma prática antirracista! Todos ao Ato de Boicote ao Carrefour. Usem máscara e mantenham o distanciamento social.

    Imprensa SISMUC, SISMMAC, SIFAR e SISMMAR
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