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  • 08/07/2020 Geral

    Situação fica mais crítica, colapso na saúde pública parece inevitável

    Situação fica mais crítica, colapso na saúde pública parece inevitável
    Arte: Ctrl S
    Não é com propaganda que se salvam vidas. Leitos para atendimento da Covid-19 estão quase esgotados

    Com a capacidade de internação no limite, os curitibanos se perguntam onde estão os leitos prometidos para atender as vítimas da Covid-19?

    Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), divulgados na tarde de segunda-feira (6), alguns hospitais de Curitiba estavam com a capacidade de atendimento para pacientes da Covid-19 esgotados, tanto em unidades de terapia intensiva (UTI) quanto nas enfermarias. Ainda segundo os dados divulgados pela Prefeitura de Curitiba nesta terça-feira (7), o número de casos suspeitos é de 657, mas, são mais de 3 mil casos ativos confirmados na cidade, e apenas 33 leitos de UTI estão disponíveis para casos da Covid-19. Com a situação crítica se intensificando, com novos casos todos os dias, um possível colapso já deve ser considerado no sistema de saúde público. 

    Os 261 leitos exclusivos para a Covid-19, anunciados pela Prefeitura, não são suficientes para a população de Curitiba, estimada em 1,7 milhões de habitantes. Isso significa, que de acordo com os dados da administração, nós teríamos apenas um leito a cada 7 mil habitantes. Se considerarmos os 3,25 milhões de habitantes da Região Metropolitana, a capacidade fica ainda mais limitada.

    A tragédia já era prevista quando houve a reabertura do comércio e de atividades não essenciais, sem ampliação no número de leitos exclusivos para a Covid-19. Sem distanciamento social e higienização adequada no transporte coletivo, a doença tem se propagado com velocidade. 

    Se considerar os casos ativos – que é o total de infectados, menos o número de recuperados e de óbitos – podemos ver como a situação está crítica, já que são esses pacientes que podem transmitir o vírus. Na terça-feira (7), Curitiba somava 3.435 situações ativas de transmissão, o número, que indica alto potencial de transmissão da doença, é mais alto do que em cidades como o Rio de Janeiro, que conta com 1.395 casos ativos, conforme reportagem publicada pela Tribuna do Paraná. 

    Luto pelos trabalhadores

    Em meio a essa situação, na Região Metropolitana de Curitiba, já se somam a morte de quatro trabalhadores da área da saúde, vítimas do Coronavírus. O técnico de enfermagem Adelmo Azevedo da Cruz, 52 anos, morreu na segunda-feira (6), no Hospital Angelina Caron, local onde estava internado e onde trabalhava, em Campina Grande do Sul. Ele não tinha comorbidades e estava internado desde o dia 17 de junho. Já foram vítimas da Covid-19 a técnica de enfermagem Valdirene Aparecida Ferreira dos Santos, de 39 anos, que trabalhava no Hospital Marcelino Champagnat, em meados de abril; o médico Caio Martins Guedes, de 33, que era residente de ortopedia no Hospital Angelina Caron e também plantonista em Bocaiúva do Sul e o técnico de enfermagem do Hospital Vita Batel, Jair Dionizio dos Santos, de 52 anos, que faleceu na sexta-feira (3).

    Passamos por um momento crítico no enfrentamento e combate ao Coronavírus. E, infelizmente, o número de profissionais de saúde mortos no Brasil é muito grande!

    Desde o início da pandemia, o SISMUC e o SISMMAC têm cobrado da administração a distribuição dos equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados e a adoção de medidas de prevenção coletivas, pressionando a gestão.

    Este momento mostra que é necessário seguir firme na luta em defesa dos direitos dos servidores.

    A vida dos trabalhadores vale mais!

    Vaza, Greca! O pior prefeito de Curitiba. 

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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