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  • 02/07/2020 Geral

    Abrigos da FAS negligenciam medidas de combate ao coronavírus

    Abrigos da FAS negligenciam medidas de combate ao coronavírus
    Arte: Ctrl S
    Servidores da FAS e usuários sofrem com a falta de condições de trabalho nos equipamentos da Plínio Tourinho e em UAIs

    Já faz anos que os servidores da Fundação de Assistência Social (FAS) que trabalham nas unidades instaladas na Praça general Plínio Tourinho sofrem com a falta de condições de trabalho no local. Neste momento, em que passamos pela pandemia do novo coronavírus, não está sendo possível cumprir as normativas para combate e enfrentamento à Covid-19, como distanciamento social de 1,5m. A constante falta de água, noticiada várias vezes, também não permite a limpeza necessária no ambiente. E em dias de chuva, servidores e usuários sofrem com as goteiras.

    O atendimento que está sendo realizado na Casa de Passagem Jardim Botânico e no Centro POP Plínio Tourinho está acima da capacidade dos equipamentos. Por pressão da gestão, o acesso ocorre de maneira equivocada, pois não é possível que seja feito de forma gradativa, organizando filas do lado externo do equipamento para evitar a aglomeração de pessoas dentro da unidade. São filas que não respeitam o distanciamento necessário e formam aglomeração.

    É urgente que a administração abra um novo espaço para os usuários que buscam atendimento na região. O ambiente como está coloca em risco a saúde física e mental dos trabalhadores e dos usuários atendidos.

    Plínio Tourinho

    O sindicato recebeu denúncias sobre a situação que ocorreu recentemente com goteiras por todo prédio, que alagaram dormitórios, corredores e até os pertences de usuários. O local estava com atendimento acima da capacidade.

    Ainda há situações agravantes como falta de álcool em gel para todos usuários e servidores; o espaço é insalubre porque não é possível manter os ambientes ventilados; as camas e beliches não mantêm a distância mínima de um metro e meio. As roupas de cama não são individualizadas, o que acarreta uma situação maior de contaminação. Apesar de maior procura por usuários, não houve ampliação do espaço para refeição.

    Negligência

    São situações que mostram que as medidas e critérios estabelecidos nos decretos municipais, para atendimento dos serviços públicos durante o período de enfrentamento e combate ao coronavírus, só aconteceram de forma teórica nos equipamentos da FAS!

    Na Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) Cajuru a situação se repete. Apesar de ter sido criado um quarto de isolamento para os que chegam com suspeita de doença, os usuários ocupam os demais espaços sem distanciamento social, falta material para higienização e só tem um agente de limpeza para todo equipamento.

    Ainda na Plínio Tourinho, negligenciando a realidade do espaço, o desprefeito Rafael Greca anunciou o Mesa Solidária, que oferece até 500 refeições, com rodízio de 100 pessoas por vez. E de maneira oportunista Greca diz que anunciará novos programas, sem nem mesmo atender as demandas dos moradores de rua adequadamente. As casas abrigo da FAS estão batendo recorde de atendimento, mas não há investimento da gestão para garantir espaços adequados para receber os usuários e preservar a saúde dos trabalhadores.

    Nossa luta é por condições de trabalho adequadas para os servidores e em defesa da vida dos trabalhadores! 

    Vaza, Greca! O prefeito que só faz asfalto.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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