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  • 09/05/2020 Na Pauta

    ACEs contribuem para controle da dengue mas correm risco de contaminação da Covid-19

    ACEs contribuem para controle da dengue mas correm risco de contaminação da Covid-19
    Arte: Ctrls
    São trabalhadores da saúde pública que não estão recebendo atenção necessária para o enfrentamento da Covid-19
    Em meio à pandemia do coronavírus, o Paraná está sofrendo também com a epidemia de dengue. De agosto de 2019 a março de 2020 foram registrados 76.655 casos de dengue e 57 mortes no estado, conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde. O aumento dos casos de dengue é mais um fator que pressiona o já sobrecarregado sistema de saúde pública.

    Devido ao trabalho de fiscalização e redução dos criadouros do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença, realizado pelos agentes de combate às endemias (ACEs), os casos de dengue em Curitiba estão controlados. O trabalho dos ACEs é de extrema importância para o controle da doença, que em Curitiba tem maior incidência na região do Bairro Alto.

    Porém, durante este período de situação de emergência para controle e enfrentamento do coronavírus, os ACEs da capital paranaense estão trabalhando com risco de contaminação da Covid-19. A categoria não recebeu máscaras faciais para proteção e não foi orientada pela gestão afim de evitar e reduzir os riscos de contágio durante visitas de fiscalização que realizam.

    Existe um decreto vigente pelo próprio município que exige o uso de máscaras e orienta o distanciamento social de 1,5m, mas para os ACEs a gestão Greca não está fornecendo as máscaras e nem promovendo o distanciamento recomendado!

    A orientação das chefias é para que os ACEs comprem suas próprias máscaras. Foi fornecida embalagem pequena de álcool em gel com a orientação para durar por 40 dias! Em média são 9 ACEs transportados de Kombi até a área de trabalho, que estão sem máscara fornecida pela gestão, sem o distanciamento necessário e alguns veículos com manutenção precária.

    É obrigação da Prefeitura fornecer as máscaras e demais equipamentos de proteção individual para os ACEs e promover ações de proteção coletiva. Eles são funcionários da administração pública e trabalham na Saúde Pública. É um descaso da gestão o que está ocorrendo com a categoria.

    O SISMUC já oficiou a Prefeitura sobre esta situação, mas até o momento os ACEs continuam esquecidos pela administração. Não podemos deixar que o coronavírus seja motivo para tanto descaso com trabalhadores que não podem parar neste momento e são essenciais para a saúde pública.

    Imprensa SISMUC
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