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  • 12/08/2015 Na Pauta
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    Marcha das Margaridas reúne 100 mil em defesa das trabalhadores

    Marcha das Margaridas reúne 100 mil em defesa das trabalhadores
    Marcha das Margaridas
    Entre as pautas do movimento estão a defesa da reforma agrária eo fim da violência contra a mulher.

    Eu acredito na capacidade política e na civilização do povo. Há 12 anos, a gente sofria muito, sequer tinha alimento. Viajamos 3, 4 mil quilômetros até aqui não por acaso. Foi para colocar nossos ideais

    Maria Rita Fernandes Liderança do evento

    A 5ª edição da Marcha das Margaridas mobilizou trabalhadoras do campo de todas as regiões do país, que caminharam em um ato pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (12). O objetivo do protesto é chamar a atenção para a luta pela reforma agrária, soberania alimentar, igualdade de direitos e o fim da violência contra a mulher. Neste ano, a organização incluiu na pauta a defesa da democracia, rechaçando as tentativas de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

    Aos gritos de “não vai ter golpe”, as manifestantes se reuniram em torno do Congresso Nacional ao fim da passeata. Do carro de som, um alerta: “Não é um abraço [no Congresso]. É um arrocho. Vamos arrochar esses cabras”. Maria Rita Fernandes, uma das lideranças do evento, afirmou que a ideia é expressar apoio a Dilma, diante das reiteradas ações da oposição para derrubá-la do posto.

    “Eu acredito na capacidade política e na civilização do povo. Há 12 anos, a gente sofria muito, sequer tinha alimento. Viajamos 3, 4 mil quilômetros até aqui não por acaso. Foi para colocar nossos ideais”, disse em referência à época que o Brasil era comandado pelo governo tucano. De acordo com a organização, mais de 100 mil pessoas participaram do ato na capital.

    Para a coordenadora-geral da Marcha, Alessandra Lunas, a atual crise política é fomentada por setores da imprensa que não têm compromisso com a democracia no país. Entre outras pautas, ela ressaltou a defesa do Estado laico, dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e a postura contra a redução da maioridade penal. Na programação, está prevista para a tarde a solenidade com a presidenta, que deve dar uma resposta às reivindicações entregues ao governo pelo movimento. “A Marcha não voltará de sacola vazia”, disse Lunas a respeito do encontro.

    Maíra Streit, de Brasília
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