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  • 31/05/2021 Fundações

    Após denúncia no MPT, FAS avança na proteção respiratória

    Após denúncia no MPT, FAS avança na proteção respiratória
    Arte: Ctrl S
    A luta continua! As máscaras descartáveis são um passo na conquista rumo a proteção que queremos com ampla distribuição de PFF2 para todos

    Os trabalhadores da Fundação de Ação Social (FAS) têm se mobilizado em conjunto com o sindicato para garantir condições adequadas de trabalho durante a pandemia. Foi a partir dessa luta e das denúncias realizadas junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que alguns locais garantiram máscaras cirúrgicas descartáveis para os trabalhadores,como as Unidades de Acolhimento Institucional Nova Esperança e a Santo Expedito.

    Máscaras têm sido um dos itens mais essenciais no combate à pandemia. Em 2020, começamos a usar máscaras de tecido como uma medida imediata para o controle da Covid-19, afinal de contas, era necessário que as máscaras de uso profissional (PFF2 e cirúrgica descartável) fossem deixadas para os trabalhadores da saúde.

    Agora, 15 meses após o início da pandemia, sabemos que o uso de máscaras que tragam uma melhor proteção é necessário para o combate ao coronavírus. Além disso, a escassez em relação aos Equipamentos de Proteção Individual não deveria mais existir já que a Prefeitura teve tempo para se preparar para momentos de alta de casos, como o que vivemos agora. Por isso, é necessário orientar corretamente os trabalhadores que realizam atendimento direto à população e garantir a segurança dos servidores, terceirizados e dos usuários.

    O atendimento à população por parte da assistência social não parou um dia sequer. Em espaços pequenos e lotados, os trabalhadores da assistência social têm contato com um número muito grande de pessoas diferentes diariamente. Nem todos os locais de trabalho possuem ventilação adequada, e sem testagem massiva para a população fica quase impossível saber se os trabalhadores tiveram contato com alguém infectado, por exemplo.

    Isso faz com que os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estejam sempre em risco. E por isso, além da campanha de “Vacinação Já” é necessário garantir condições para que estes trabalhadores não sejam infectados. Entre elas, o uso de máscaras de proteção adequados e protocolos de higiene são essenciais. Então qual é a desculpa da Prefeitura e da FAS para ainda não oferecerem máscaras adequadas para estes trabalhadores?

    Os protocolos de combate à pandemia têm sido estudados no mundo todo e várias atualizações sobre o uso de máscaras, por exemplo, já foram atualizados. Mas a gestão Greca insiste em não ouvir e continua colocando em risco à vida dos trabalhadores, afinal de contas, máscaras de tecido e álcool gel de péssima qualidade nunca foram suficientes para o combate à pandemia. Agora, com as novas cepas da Covid-19, a situação é ainda pior.

    Por isso, é necessário que a gestão oriente e atualize os protocolos de combate à pandemia de acordo com as descobertas científicas. Distribuir álcool em gel e deixar os trabalhadores com máscaras de tecido em locais lotados é insuficiente para reduzir os riscos do coronavírus.

    De acordo com a Universidade de São Paulo, as máscaras PFF2 (equivalente a N95) retêm em torno de 98% das partículas. Enquanto as máscaras cirúrgicas de tripla camada e de boa qualidade podem chegar a 89%. Em contrapartida, as máscaras de tecido, por exemplo, retêm em média apenas 40% das partículas.

    O que queremos para todos os trabalhadores do município é a garantia de segurança e para isso é necessário garantir máscaras adequadas, vacinação para todos e ventilação. Por isso, exigimos:

    .: Garantia de máscaras cirúrgicas de tripla camada para todos os trabalhadores em quantidade adequada para serem trocadas a cada 4h;

    .: Que as máscaras cirúrgicas sejam apenas um passo enquanto a administração garante máscaras PFF2 para todos os trabalhadores;

    .: PFF2 em quantidade adequada para todos os servidores e terceirizados;

    .: Máscaras cirúrgicas de tripla camada para serem distribuídas para os usuários;

    .: Ampliação da ventilação nos locais de trabalho e avanço nos protocolos de higiene contratando mais trabalhadores da limpeza;

    E se no seu local de trabalho a Prefeitura ainda não distribuiu máscaras descartáveis, avise o sindicato pelo Fala, Servidor (41) 99661-9335. Fortaleça a cobrança e denuncie o descaso da gestão Greca.

    Imprensa SISMUC
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