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  • 22/06/2020 Educação

    Alerta laranja exige mudanças na entrega e correção de atividades

    Alerta laranja exige mudanças na entrega e correção de atividades
    Arte: Ctrl S
    Em razão do alerta laranja, é preciso garantir entrega mensal de atividades e suspensão da correção

    As direções do SISMUC e do SISMMAC enviaram um novo ofício nesta segunda-feira (22), reivindicando que as escolas e CMEIs abram apenas uma vez por mês para fazer a entrega dos kits de alimentação e das atividades complementares. O documento também cobra a realização de uma reunião sobre o assunto e reivindica que o recolhimento e a correção das atividades sejam suspensas como forma de contribuir com o combate à propagação da doença, já que o vírus resiste por até cinco dias no papel.

    Depois que Curitiba entrou em alerta laranja contra o Coronavírus, a própria Prefeitura suspendeu uma série de atividades presenciais usando como argumento as orientações do Decreto 774/2020. É o caso, por exemplo, das negociações agendadas com o SISMUC e com o SISMMAC para debater as reivindicações dos servidores, muitas delas relacionadas às orientações contraditórias sobre o funcionamento das atividades presenciais e sobre o trabalho remoto durante a pandemia. 

    O alerta laranja foi decretado para tentar evitar o colapso nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) de Curitiba diante do avanço da pandemia nas últimas semanas. No domingo (21), a Prefeitura divulgou que 165 vagas de UTI exclusivas para Covid-19 estão ocupadas no Sistema Único de Saúde (SUS), o que significa uma taxa de ocupação de 74% em relação ao total de 223 vagas. Já foram registradas 109 mortes e 2.885 casos confirmados de Covid-19 na cidade, enquanto o número de mortes no Brasil já ultrapassou 50 mil.

    Não há dúvidas neste momento de que é preciso suspender, ao menos temporariamente, as atividades não essenciais para reduzir a velocidade da propagação do vírus e assim proteger vidas. A próxima distribuição de atividades complementares pode ser feita em meados de julho, na data já programada para a entrega dos kits de alimentação escolar. A correção das atividades complementares também pode ser feita em outro momento, quando número de casos e o risco de contaminação estiverem mais baixos em nossa cidade.

    É contraditório que a Prefeitura suspenda a negociações com os sindicatos, enquanto segue exigindo que os trabalhadores da educação se desloquem até as unidades nesse momento para buscar e corrigir as atividades complementares. O SISMUC e o SISMMAC reivindicam que as reuniões de negociação sejam mantidas por videoconferência, mas até o momento não houve abertura da administração. É importante ressaltar que a videoconferência já vem sendo amplamente utilizada pela Prefeitura para as reuniões dos conselhos municipais, como os do ICS e do IPMC, e não há motivos que a mesma metodologia não seja usada para a negociação com os sindicatos.

    Diminuir a circulação de pessoal e ampliar o isolamento social fazem toda a diferença nesse momento. A suspensão mesmo que temporária das correções e da entrega de atividades complementares prevista para a próxima semana evitaria o deslocamento e aglomeração dos trabalhadores da educação e das 140 mil famílias que mantêm seus filhos estudando na rede municipal de educação.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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