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  • 24/03/2020 Na Pauta

    Nova Normativa da FAS recomenda distância para atendimento não seguida em novos espaços

    Nova Normativa da FAS recomenda distância para atendimento não seguida em novos espaços
    Arte: Ctrls
    Servidores da Atenção Básica passam a trabalhar com escalas diferenciadas pra atendimento emergencial e continuam com falta de EPIs

    A Fundação de Ação Social (FAS) está divulgando a abertura de casas para acolher usuários que estejam com sintomos da COVID-19 sem seguir a orientação de suas próprias diretrizes. A Instrução Normativa nº 2 da FAS diz que deve haver espaço de 2 metros entre as camas para evitar contágio, o que não está sendo obedecido, conforme verificado pelo sindicato. A abertura de espaços para receber usuários em quarentena vão abrigar público específico, sem seguir o próprio decreto e não ameniza a situação das equipamentos de acolhimento que já estão com sua capacidade esgotada.

    A normativa também reordenou o atendimento dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) estabelecendo escala de trabalho para os servidores, após pressão dos sindicatos. O atendimento para os usuários passa a ser feito em regime de emergência por telefone ou de forma presencial nos Núcleos Regionais, das 9h às 15h.O SISMUC luta para que o revezamento seja para todos os servidores da FAS a fim de preservar a saúde física e psicológica desses trabalhadores. Muitos estão trabalhando com rodízio de 12 horas, uma situação que agrava o risco à saúde dos servidores em tempos de pandemia. 

    A nova IN ainda estabeleceu que os Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) vão atender 24h de forma ininterrupta e que vai intensificar a abordagem à população em situação de rua no Centro de Encaminhamento Social (CES). O documento ainda prevê a limpeza e higienização dos equipamentos, o que está acontecendo de forma precária em função da redução no número de trabalhadores.

    Servidores em risco

    O fechamento dos CRAS contribui para proteção da saúde dos servidores, que vinham trabalhando sem equipamento de proteção e sem materiais de higiene como álcool gel. Mas salientamos que, mesmo em regime de escala, os servidores vão precisar dos equipamentos: máscaras, luvas, álcool gel, aventais. Em reunião realizada na segunda-feira (23), houve comprometimento da gestão para que todos que atendem a população receberiam os EPIs, agora estamos acompanhando para ver se essa palavra será cumprida.

    Servidores da FAS já encaminharam pessoas atendidas com suspeita do COVID-19 para unidadesde saúde e estão fazendo o transporte para os equipamentos quando estes pacientes recebem alta. Sem os EPIs necessários eles colocam sua saúde em risco!

    Conforme Recomendações Administrativas do Ministério Público do Paraná para a Prefeitura, os usuários da FAS também devem receber kit higiene para o combate e prevenção ao coronavírus, além de orientações que os servidores estão repassando.

    Os próprios usuários dos serviços da assistência social enxergam que eles são um dos grupos mais vulneráveis dessa pandemia. Eles exigem atenção e mudança de postura do desgoverno Greca que, desde que assumiu a Prefeitura, vem praticando um desmonte da FAS e precarizando o atendimento ao usuário. Agora, os resultados da precarização aparecem com ainda mais força.

    Continuamos cobrando a disponibilidade dos EPIs e material de limpeza para que os servidores trabalhem com segurança. A população em situação vulnerável precisa de atenção, mas os servidores precisam de condições adequadas para realizar o seu trabalho!

    Imprensa SISMUC
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