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  • 19/03/2020 Na Pauta

    Agentes que combatem endemias também precisam de protocolos contra COVID-19

    Agentes que combatem endemias também precisam de protocolos contra COVID-19
    Arte: CTRL S
    Além dos riscos que a categoria já enfrenta no seu dia a dia, as chances de contágio pelo novo coronavírus acendem mais um alerta

    Enquanto todo o Brasil fica atento ao avanço da pandemia do coronavírus, há outras endemias que também preocupam. É o caso da dengue, doença que está em caráter de epidemia no Paraná.

    E o trabalho dos agentes dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) é o principal aliado no combate à dengue. Só que esses trabalhadores não recebem a atenção e a valorização que merecem.

    As atividades desenvolvidas pelos ACEs oferecem riscos variados por sua natureza, o que levou a categoria a fazer uma greve de mais de 15 dias para lutar por melhores condições de trabalho.

    Orientações de prevenção

    Nesse momento, é importante tomar medidas que evitem o contato dos trabalhadores com as formas de transmissão do COVID-19 e garantir as medidas de segurança necessárias.
    A partir das recomendações de instituições internacionais de segurança e saúde ocupacional, algumas medidas devem ser adotadas com urgência para garantir a segurança dos ACEs:
    - Aumentar as taxas de ventilação no ambiente de trabalho, nos distritos. (ventiladores)
    - Higienizar frequente dos veículos de transporte
    - Fornecer produtos de higiene de desinfecção (álcool em gel, sabão, higienização de banheiros mais frequente, toalhas descartáveis.
    - Fornecer os seguintes EPIS: máscaras semifaciais filtrantes PFF2 e treinamento quanto ao seu uso; luvas em quantidade necessária para que a cada local visitado onde haja contato e manipulação de objetos locais, seja possível o descarte e substituição.
    -Impedir a circulação não necessária de pessoas entre setores e áreas;
    - Incentivar trabalhadores doentes a ficarem em casa;
    - As políticas de licença médica devem ser flexíveis, por exemplo, sem exigência de atestado médico para funcionários com doenças respiratórias e políticas flexíveis para trabalhadores ficarem em casa para cuidar de familiares doentes;
    - Minimizar o contato entre funcionários e de funcionários com o público
    - Não exigir a assinatura pelos responsáveis pelos estabelecimentos visitados, para evitar a contágio por objetos;
    - Separar os trabalhadores por turnos para diminuir o número total de trabalhadores num mesmo período;
    - Separar o transporte dos trabalhadores em mais veículos;
    - Fornecer mais uniformes e garantir sua higienização;
    - Permitir que os agentes evitem os locais em que houver maior aglomeração e riscos à saúde como proximidade a lixo urbano e esgoto.
    Só que a Prefeitura parece não querer enxergar os riscos aos quais esses trabalhadores estão expostos. Por isso, o SISMUC encomendou um estudo de engenharia de segurança do trabalho para mapear os riscos da categoria, realizado entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, com visitas a cinco regionais.

    Os riscos mapeados incluem riscos químicos, biológicos, ergonômicos, de acidente, exposição ao sol, além de riscos psicológicos pela vulnerabilidade em que a categoria se encontra. O mapeamento desses riscos vai pautar a continuidade da luta da categoria.

    Pandemia pelo Coronavírus expõe a categoria a novos riscos

    Além dos riscos já mapeados, os agentes têm uma nova preocupação que é as chances de contágio com o Coronavírus. Trabalhando nas ruas diariamente, com contato com diversas pessoas e, ainda por cima, sem os materiais de trabalho adequados, a categoria fica mais uma vez desamparada pela gestão.

    O trabalho dos agentes já vem ajudando o país a enfrentar outras doenças sérias. Mas, enquanto eles ajudam a proteger a população, precisam também de proteção por parte da gestão!

    Até o momento, a gestão não emitiu notas oficiais de como garantir a segurança da categoria. Um dos pontos reivindicados diz respeito à flexibilidade nas políticas de licença médica, em especial no que diz respeito à necessidade de comparecer à perícia médica.

    Esse ponto foi abordado no decreto nº 430 publicado na tarde de hoje pela gestão, mas claramente insuficiente, pois não atende a todas as reivindicações da categoria. Ainda é exigido atestado médico para afastamento de servidores que tenham sintomas associados ao COVID-19. Para os servidores que apresentam doenças graves ou crônicas, ainda será necessário passar pela perícia médica.

    A direção do SISMUC está pressionando a gestão para que apresente planos mais claros de proteção dos servidores dessa e de outras categorias.

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