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  • 07/06/2021 Defesa Social

    Com falta de educadores sociais, FAS remaneja servidores para Casa do Piá

    Com falta de educadores sociais, FAS remaneja servidores para Casa do Piá
    Arte: CTRL S
    Alteração feita às pressas e sem transparência parece ignorar desafios do trabalho com crianças e adolescentes acolhidos por determinação judicial

    A política do desgoverno Greca em apostar em contratações cada vez mais precarizadas ao invés de contratar servidores via concurso público tem consequências cada dia mais graves. Agora, a bomba estourou mais uma vez na Fundação de Ação Social (FAS).

    Na semana passada, educadores sociais de casas de acolhimento foram informados de última hora que seriam transferidos para as Casas de Acolhimento do Piá 1, 2 e 3.

    Só que a alteração não é uma simples mudança no local de trabalho. Enquanto nas casas de acolhimento são atendimentos pessoas adultas que procuram espontaneamente o atendimento, ou são convencidos na abordagem de rua, a situação com os adolescentes e crianças é outra.

    Os Abrigos Institucionais Casa do Piá 1, 2 e 3 recebem crianças e adolescentes acolhidos por determinação judicial e os desafios no atendimento a esse público são vários, já que se trata de um público em situação de vulnerabilidade social, o que torna o trabalho desenvolvido pelos educadores sociais nesses espaços é tão desafiante.

    Por isso, quando se trata da atuação com crianças e adolescentes, o perfil da equipe precisa sempre ser levado em consideração.

    No entanto, de acordo com a denúncia anônima recebida pelo canal Fala, servidor o remanejamento foi feito sem transparência e sem critérios claros para definição de quais educadores sociais seriam transferidos. Com isso, acabaram sendo deslocados para as Casas do Piá inclusive trabalhadores que tiveram no seu histórico problemas de saúde mental ocasionados pelo trabalho com adolescentes. Mais um exemplo claro da incapacidade da gestão e no desrespeito com os trabalhadores e com o público atendido.

    Somado a isso, no início do mês de maio houve anulação de um processo seletivo simplificado (PSS) para contratação de educadores sociais, que seriam chamados para atuação em casos de baixa, média e alta complexidade. A anulação se deu porque o edital não previu de forma clara a necessidade de login previamente cadastrado nos sites eletrônicos da Prefeitura para efetivação da inscrição, fato que pode ter gerado possível desvantagem a candidatos já que que o único critério de classificação se deu em virtude da ordem de inscrição.

    Mas, há outros pontos ainda a serem questionados. O PSS já é uma forma de contratação precarizada, que garante menos direitos aos trabalhadores. Mas, além disso, a forma de classificação por ordem de inscrição chama a atenção de forma negativa. Como garantir apenas pela ordem de inscrição que os educadores sociais teriam perfil adequado para trabalhar em unidades de desde baixa até alta complexidade?

    É claro que esse problema enfrentado não é fruto apenas de um problema em um edital específico, mas é decorrente de toda uma política voltada para a destruição do atendimento em assistência social.

    Sem a contratação de educadores sociais via concurso público – cargo que inclusive Greca conseguiu extinguir dentro da Prefeitura de Curitiba – é claro que sempre haverá problemas para o atendimento aos usuários. A realidade hoje é um cobertor curto, faltam servidores para atender a demanda, o que torna as condições de trabalho mais e mais precarizadas a cada dia.

    Alguns públicos atendidos pela FAS, como é o caso de crianças e adolescentes que perderam o vínculo familiar e enfrentam situação de vulnerabilidade social precisam ainda mais da atenção na proteção do poder público. Por isso, o SISMUC defende a contratação via concurso público para os cargos, o que permite aos trabalhadores se especializarem para atuação com esse público.


    Imprensa SISMUC
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