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  • 26/03/2020 Defesa Social

    COVID-19: casa de acolhimento da FAS está em situação lastimável

    COVID-19: casa de acolhimento da FAS está em situação lastimável
    Arte: CTRL S
    Paciente com diagnóstico positivo não tem o isolamento adequado. Sem EPIs, os servidores correm riscos diariamente

    O SISMUC esteve na noite de ontem (25) em uma das casas de acolhimento da FAS que vive uma situação gravíssima de falta de EPIs, de materiais de higiene e falta de isolamento de usuários com suspeita ou diagnosticados com COVID-19.

    Conversamos com uma usuária, que tem diagnóstico positivo para COVID-19 há cinco dias, usando a mesma máscara por todo esse período. No mesmo espaço, estão pessoas com suspeita, sem diagnóstico positivo e até mesmo de grupo de risco, como de idosos. Pela facilidade de contágio da doença, é fácil imaginar que nos próximos dias a doença se alastre pelo local.

    A unidade está em funcionamento desde domingo (22/05), mas sem estrutura adequada de funcionamento. A equipe conta apenas com um educador social por plantão, além da chefia, um número muito reduzido para atender a população dessa gravidade. Eles também não receberam orientação nem treinamento de como proceder no atendimento dos usuários vítimas do COVID-19.

    Os trabalhadores da FAS, juntamente com o SISMUC, cobram diariamente por melhores condições e, no mínimo, o fornecimento de EPIs, mas a gestão continua ignorando. Além de as usuárias estarem usando a mesma máscara há dias, os servidores também acabam usando a mesma máscara durante todo o plantão de 12 horas, sendo que o ideal seria ter máscara para substituição a cada duas ou três horas.

    A limpeza é outro ponto essencial, já que o ambiente é altamente infeccioso. Hoje só tem uma funcionária que fica 4 horas por dia no equipamento, o que não é suficiente para fazer a desinfecção necessária. As roupas sujas, que também são contaminantes, estão há uma semana esperando que a Prefeitura tome providências. Há a necessidade de pessoal da limpeza 24 horas por dia no local para desinfecção dos móveis e banheiros, já que tem várias pessoas na casa convivendo no mesmo ambiente, e levando em consideração que o vírus fica vivo nos móveis e maçanetas por oito horas.

    Com essa postura, em breve os servidores do local também ficarão doentes e outros terão que assumir o lugar. Tudo por irresponsabilidade e descaso do governo.

    As usuárias desse espaço, já são pessoas em situação vulnerável, já que além de estarem em situação de rua, normalmente são usuárias de drogas e sofrem com a abstinência e até mesmo transtornos mentais. Os servidores e usuários também não têm segurança no local, a presença da Guarda Municipal seria muito importante nesse ambiente.

    Os próprios os usuários estão revoltados com a estrutura, que não oferece nenhuma proteção. Sem o isolamento adequado, quem entra com apenas suspeita, provavelmente sairá com o vírus. A situação vivenciada é lastimável e indescritível.

    Chega de descaso! Se você servidor está em casa durante a epidemia, peça para sua família, amigos e nos ajude a denunciar a situação dos equipamentos da FAS através do (41) 3321-2641 e nas redes sociais do desprefeito.

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