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  • 19/05/2020 Defesa Social

    Sem água, trabalhadores e usuários da FAS ficam vulneráveis à Covid-19

    Sem água, trabalhadores e usuários da FAS ficam vulneráveis à Covid-19
    Centro POP Plínio Tourinho precisa de atenção da PMC que finge não ver os problemas do local
    Em meio à Pandemia causada pelo novo Coronavírus, outra crise assola o estado. O Paraná vive uma das maiores crises hídricas de sua história, a falta de água tem atingido diferentes regiões de Curitiba. E como fica a população em vulnerabilidade social nesse momento?

    Durante essa semana, o Centro POP Plínio Tourinho já sentiu os efeitos do racionamento de água. O local recebe mais de 80 usuários por dia e ficou sem água para limpeza, descarga e higiene pessoal dos usuários. Os trabalhadores da FAS também sentem o peso da falta de água, já que durante a pandemia é extremamente importante que os servidores possam manter a higiene constante de suas mãos e objetos pessoais.

    Os trabalhadores da FAS têm realizado contato cotidiano com a comunidade, e com isso encontram-se expostos ao risco de contágio pelo coronavírus. Além disso, já passou da hora de a administração olhar para esses profissionais como a linha de frente do combate ao Coronavírus, já que o atendimento à população em vulnerabilidade social é necessário para a sobrevivência durante a pandemia.


    É obrigação da Prefeitura rever a estrutura desses locais. E todos sabemos que esse problema não é de agora e não é causado apenas pela pandemia: há mais de um ano o SISMUC vem denunciando as condições precárias em que se encontram os mais diversos equipamentos da FAS e a resposta da administração é sempre para descredibilizar os servidores e dizer que tudo está sendo feito. Durante a pandemia e a estiagem, o desgoverno Greca deveria disponibilizar caminhões pipa para abastecer os locais que não têm estrutura adequada.


    E os EPIs?


    O Sindicato já oficiou a FAS na cobrança de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os trabalhadores da assistência. Porém, mesmo com a discordância do SISMUC em aceitar máscaras de pano para servidores da linha de frente, como da FAS e da saúde, a administração tem insistido em tratar com descaso os profissionais que cuidam da vida da população.


    Mesmo com os CRAS reabertos, ainda são escassos os EPIs adequados. Além disso, a limpeza das unidades de atendimento e dos veículos usados ainda deixa muito a desejar. Até quando o novo Presidente da FAS, Fabiano Vilaruel, vai continuar seguindo a linha absurda da gestão Greca de destruição da política de assistência social?


    Assim como outras denúncias, o SISMUC vai levar ao Ministério Público do Trabalho as denúncias em relação à falta de condições de trabalho durante à Covid-19 apresentado pelos trabalhadores da FAS.


    Seguimos na luta para que esses absurdos sejam reparados, afinal, não aceitaremos perder mais ninguém para a COVID-19!

    Imprensa SISMUC
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