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  • 12/12/2019 Defesa Social

    Desmonte na FAS contrasta com propagandas do desgoverno

    Desmonte na FAS contrasta com propagandas do desgoverno
    CRAS Arroio completa um ano de fechamento, situação de abandono atinge também Liceus de Ofício

    Enquanto a Prefeitura faz propaganda de Curitiba escondendo a realidade da cidade, o descaso com os serviços da Fundação de Ação Social (FAS) pode ser visto a olho nu. A falta de manutenção é clara, a grande maioria dos equipamentos encontra-se com rachaduras, sem serviço de jardinagem e com uma limpeza precária.

    Greca fala dos turistas, mas esquece das pessoas em situação de rua. Com sua política higienista, o desprefeito tem ampliado a situação de vulnerabilidade para essa parcela da população. Só em 2019 a falta de manutenção já causou dois princípios de incêndio, além da falta de água e luz em mais de uma unidade, causando risco à saúde da população e dos servidores e servidoras.

    O CRAS Arroio completa hoje um ano do seu fechamento. A promessa à época era que o prédio abrigaria um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), mas essa promessa nunca foi cumprida e o prédio permanece fechado. A população da região reclama da dificuldade de conseguir acesso aos serviços, que agora depende do deslocamento para outros bairros.

    Outro alvo do desmonte são os liceus de ofício. No site da FAS, o Liceu do Sítio Cercado consta como em funcionamento, mas basta uma visita rápida para perceber que o prédio está abandonado e há muito tempo os vizinhos não veem cursos por ali. Mais uma vez, os apelos da população dos bairros não são ouvidos: os moradores sentem falta das qualificações profissionais que eram oferecidas no espaço.

    No Tatuquara, o liceu funciona junto ao CRAS Santa Rita e tem apenas um servidor, que trabalha sobrecarregado. No mesmo bairro, o espaço que deveria abrigar um Centro POP também está fechado e abandonado.

    Esses são apenas alguns exemplos de uma situação completa de abandono. Para a administração o investimento em assistência é bobagem, não levando em consideração a situação da população. Vale lembrar que o Brasil é hoje um país com mais de 12 milhões de desempregados e um grande aumento da pobreza, o que significa que serviços de assistência social devem estar mais presentes.

    Mas, ao invés de ampliar a proteção social, o desprefeito fechou mais de sete CRAS e unidades de atendimento. Além disso, protocolou um Projeto de Lei que extingue a carreira de educador social, um dos pilares da assistência social. Isso sem falar da sobrecarga intensa de trabalho dos servidores e servidoras que levam nas costas o serviço de proteção social na cidade.

    É assim que o desprefeito quer apagar do mapa aqueles que mais precisam e nós não podemos aceitar que essa política continue sendo aplicada.

    Imprensa SISMUC
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