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  • 08/01/2015 Geral

    Fiscais reclamam da falta de condições para blitz e autuação

    Fiscais reclamam da falta de condições para blitz e autuação
    No começo de cada ano a demanda de trabalho aumenta, mas fiscais permanecem sendo desvalorizados.

    Na fiscalização do comércio ambulante, temos as blitz, com até seis pessoas que atuam em cada Kombi. Ao todo são quatro veículos circulando pela cidade. Os demais fiscais trabalham, como eles mesmos nomeiam, na “pedra”, caminhando em trechos do centro de Curitiba.

    Histórias não faltam no convívio com quem vai e vem diariamente. Pascoal Gabardo, fiscal do urbanismo, da “pedra”, desloca-se todos os dias de Palmeira até a capital, numa viagem de 85 quilômetros. Muitos fiscais vivem na região metropolitana. Pascoal reclama de falta de itens básicos, citando um “vale-alimentação digno”. O avanço no corte de horas extras e do Descanso Semanal Remunerado (DSR) é outro ponto preocupante.

    Eles afirmam que já houve muito orgulho no passado pelo trabalho realizado. Na visão desses trabalhadores, um serviço bem feito impede que Curitiba se torne um grande centro de comércio ambulante e atividade informal, como ocorre com diversas capitais.

    A importância da fiscalização também está em apontar problemas como buracos nas ruas, falta de sinalização e outros problemas urbanísticos, serviço realizado pelos fiscais de obras e posturas.

    A redução do quadro de trabalhadores e o desânimo são evidentes. “Nosso efetivo era considerável, mas hoje muita gente se aposentou, outros passaram em outros concursos. Deveríamos ter a possibilidade de trabalhar a dois, sobretudo à noite, para dar segurança”, afirma Pascoal.

    Falta de concursos, um problema gritante

    Duas são as razões principais de críticas dos servidores: a primeira a falta de concurso para o segmento, sendo que a mais recente foi feita em 2006.

    O outro tema é a desvalorização do trabalhador, que sofre com a antipatia da população. Os trabalhadores recordam o episódio de apreensão dos materiais de músico no centro da capital (veja vídeo), em setembro de 2014.

    À época, sob orientação da Prefeitura, a ação dos fiscais recebeu críticas nas redes sociais. E, após o ocorrido, os fiscais não contaram com o devido apoio da gestão. “Alguém da Prefeitura se retratou e nós ficamos como palhaços”, afirmam fiscais de blitz entrevistados pela Imprensa do Sismuc.

    Falta de pagamento de horas extras e recusa de banco de horas

    Os fiscais do comércio ambulante reclamam que, com a atual política de contenção de gastos por parte da Prefeitura, o expediente em determinados setores encerra até às 17 horas, porém, a atividade de fiscalização é mais urgente a partir desse horário, o que contribui para o aumento do comércio informal.

    “Como houve redução de servidores, corte de horas extras e DSR, muitos servidores insatisfeitos decidiram não realizar as escalas de plantão. E, sem uma fiscalização efetiva constante, o infrator não respeita o fiscal”, defende Giuliano Gomes, da coordenação do Sismuc.

    Pedro Carrano
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