Na Pauta

  • 03/12/2021 Na Pauta

    CuritibaPREV é um saco sem fundo, insustentável e sem transparência

    CuritibaPREV é um saco sem fundo, insustentável e sem transparência
    Arte: CtrlS
    Greca e os vereadores aliados continuam injetando dinheiro público no fundo que já nasceu falido

    A CuritibaPREV, previdência complementar que a gestão Greca quer impor aos servidores, é um saco sem fundo onde a gestão injeta cada vez mais dinheiro público. Um novo pedido de aporte milionário vai ser votado na Câmara Municipal na próxima semana graças à bancada aliada do desprefeito que colocou o projeto em regime de urgência. Com[BB1]esse novo aporte, serão 18 milhões de reais de verbas públicas destinadas à previdência privada em apenas quatro anos.

    E o pior é que o dinheiro público está sendo destinado para um plano de previdência que é insustentável, um verdadeiro cabide de empregos e sem nenhuma transparência! 

    Manifeste sua indignação!

    Os servidores e servidoras municipais se unem em ato em frente à Câmara Municipal nesta terça-feira (7), a partir das 8h, para impedir a aprovação do Projeto de Lei que congela o plano de carreira dos servidores até 2023 e contra o novo aporte milionário à fracassada CuritibaPREV.

    Vamos dizer basta aos ataques vindos da gestão Greca! Reúna os seus colegas nos locais de trabalho, coloque sua camiseta de luta e participe da mobilização.
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    CuritibaPREV já nasceu falida

    O desprefeito tentou, mas as servidoras e servidores não embarcaram nessa canoa furada e não aderiram ao plano de previdência complementar. Isso porque os trabalhadores entendem a importância de defender o Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC) e sabem que as promessas da CuritibaPREV não passam de ilusão.

    No próprio site da CuritibaPREV, a informação é de que são apenas 1.402 participantes, o que demonstra que esse é um projeto que já nasceu falido e totalmente insustentável.

    Cabide de empregos

    Enquanto pede aportes milionários à Prefeitura, a CuritibaPREV não abre mão dos salários grandes para o alto escalão. O diretor presidente, José Luiz Costa Taborda Rauen, recebe um salário de R$ 19,5 mil. E ainda tem direito a vale alimentação, um benefício que nem todos os servidores e servidoras municipais possuem. Enquanto isso os servidores amargam congelamento dos planos de carreira e arrocho salarial.

    Além disso, Rauen era presidente do IPMC na época da criação da CuritibaPREV, ou seja, acompanhou e esteve do lado da gestão Greca durante as duras retiradas financeiras do IPMC que chegaram a R$ 700 milhões. O gestor, também enquanto presidente do IPMC, sabia do rombo que a Prefeitura estava prestes a gerar na previdência dos servidores e mesmo assim fez coro aos 3% que a gestão Greca deixou de repassar ao IPMC. Seria esse um interesse pessoal de garantir o seu alto salário?

    Falta de transparência

    Os vereadores vão votar o novo aporte ao CuritibaPREV sem ter certeza da aplicação do dinheiro. Nem sequer os demonstrativos contábeis de 2021 foram disponibilizados para a consulta dos servidores e dos próprios vereadores. No site da fundação, as informações contábeis disponibilizadas vão apenas até 2020. Ou seja, não existe interesse de que esse projeto seja debatido em sociedade.

    E se o IPMC tem cálculos atuariais complexos e um representante dos servidores no conselho de administração, a CuritibaPREV recebe verba pública sem prestar esclarecimentos. Há muitas informações de interesse público que poderiam – e deveriam – ser disponibilizadas no site da fundação, tais como as informações financeiras detalhadas e atualizadas, além das atas das reuniões do conselho fiscal e deliberativo.

    Mas, se a CuritibaPREV é furada, por que a gestão municipal insiste em colocar o dinheiro público em um fundo insustentável?

    É assim, sem diálogo e sem transparência que Greca e seus vereadores aliados continuam retirando direitos dos servidores municipais, enquanto do outro lado são extremamente generosos com um modelo de previdência privada insustentável, que é um verdadeiro cabide de empregos!

    Em defesa do IPMC

    Ao mesmo tempo em que demonstram muita generosidade com a CuritibaPREV, Greca e seus aliados vão cada vez mais fundo nos ataques ao IPMC. Depois de retirar R$ 700 milhões de reais da previdência dos servidores municipais em 2017, o desgoverno Greca seguiu com uma série de ataques ao instituto.

    Aderindo à cartilha de Bolsonaro de destruição da previdência dos trabalhadores, o desprefeito ampliou a alíquota e ainda aprovou a retomada da contribuição do IPMC de servidores já aposentados que ganham a partir de um salário-mínimo. Agora, implementou a Reforma da Previdência no município, o que torna a aposentadoria dos trabalhadores muito mais distante.

    Só que a verdade é que o déficit enfrentado hoje pelo IPMC não tem a ver com o instituto. É fruto da política do desprefeito de acabar com o serviço público. Se fossem realizados novos concursos públicos, retomados os planos de carreira e houvesse a devida recomposição salarial, o IPMC não estaria enfrentando o déficit que hoje é usado como justificativa para novos ataques. Ou seja, Greca provoca a crise para depois usá-la como desculpa para mais e mais retiradas de direitos.

    Imprensa SISMUC
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