Na Pauta

  • 04/11/2021 Saúde

    Falta de servidores e terceirizações invadem unidades de saúde de Greca

    Falta de servidores e terceirizações invadem unidades de saúde de Greca
    Foto: Repórter da base/ Arte: CtrlS
    US Tingui registrou longas filas nos últimos dias devido à falta de servidores. Outras unidades estão sendo terceirizadas

    A falta de servidores públicos municipais na Prefeitura de Curitiba para garantir os serviços públicos para população mais uma vez está sendo escancarada. A pandemia de Covid-19 agravou o problema. Sem garantir as condições necessárias, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início na quarta-feira (3) à vacinação contra a Covid-19 em 47 pontos, sendo 44 Unidades de Saúde (US), além das Ruas da Cidadania do Fazendinha e Tatuquara e do Clube da Gente do CIC.

    No primeiro dia de vacinação ampliada nas USs, o tempo de espera foi longo em alguns locais, como por exemplo na Unidade de Saúde Tingui, onde as pessoas tiveram que aguardar em fila por um período de 3 a 4 horas, incluindo idosos e população em geral.

    A longa espera é reflexo da falta de servidores, da falta de concursos públicos para completar o quadro de funcionários e da falta de investimento em recursos humanos. É a política de desvalorização dos trabalhadores colocada em prática pelo desprefeito Rafael Greca.

    Desde março de 2020, os servidores da saúde estão trabalhando na linha de frente no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, sendo remanejados da noite pro dia, e tendo que assumir outras atividades. Com a vacinação nas USs, os mesmos servidores estão tendo que resolver na ponta a falta de planejamento da gestão. É comum ver longas filas em áreas próximas aos locais de vacinação.

    Já são 20 meses que estamos vivendo em meio à pandemia e somente agora a Prefeitura convocou os aprovados em concurso de enfermagem. A pandemia só escancarou um problema que já existia e era crescente. A contratação temporária de trabalhadores para completar as equipes não resolve a situação.

    Terceirização das unidades

    O sindicato tem recebido denúncias de servidores sobre a terceirização das Unidades de Saúde. O que temos visto é que a SMS tem acionado a Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) para assumir a administração dos equipamentos. A FEAS não era responsável por Unidades de Saúde, apenas contratava alguns trabalhadores para completar o quadro de funcionários. Mas isto agora mudou. As USs Pilarzinho, Caiuá e Nossa Senhora da Luz foram reabertas com administração da FEAS após obras. Os servidores foram remanejados e a Fundação colocou outros trabalhadores que são contratados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS). A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boqueirão também foi reaberta 100% FEAS.

    A administração remanejou os servidores que atuavam nas unidades para outros equipamentos, sem que pudessem escolher o novo local de trabalho. Isso desorganiza a vida dos trabalhadores que muitas vezes passam a trabalhar em locais distantes, alterando toda a rotina de vida dos trabalhadores e de suas famílias.

    A administração tem usado a FEAS para avançar na colocação da iniciativa privada na saúde. Os servidores públicos são retirados de dentro das unidades diminuindo a resistência para a entrada das Organizações Sociais posteriormente. Ou seja, a saúde fica livre para ser colocada à disposição dos interesses privados e do lucro.

    Pois, quando a Prefeitura passa a gestão para a fundação, está adotando as mesmas práticas de empresa privada precarizando as condições de atendimento e de contratações, já que embora a FEAS carregue o nome de “estatal” é uma instituição de direito privado. A indicação dos dirigentes da FEAS fica a cargo da Prefeitura, o que em outras palavras significa que Greca e seus aliados podem colocar pessoas que garantam o funcionamento da fundação de acordo com seus interesses.

    É preciso fazer concursos públicos para recompor as equipes da SMS e garantir que a FEAS seja apenas um apoio para os equipamentos da saúde!

    Quem perde com essa desorganização e a falta de servidores é a população que precisa ficar horas na fila para ser atendida em locais com aglomeração de pessoas. Estamos vigilantes e na luta contra a terceirização e pela realização de concursos públicos.

    Imprensa SISMUC
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