Na Pauta

  • 04/10/2021 Na Pauta

    Servidores e usuários sofrem com a falta de condições no prédio do Centro Plínio Tourinho

    Servidores e usuários sofrem com a falta de condições no prédio do Centro Plínio Tourinho
    Repórter da base/Sismuc
    Denúncia anônima que chegou ao sindicato reforça as péssimas condições do local que é para atendimento dos mais vulneráveis

    As condições de trabalho no Centro de Atendimento à População de Rua Plínio Tourinho estão péssimas há bastante tempo, mas agora a situação tem se agravado. Servidores e usuários têm que conviver com ratazanas e muquiranas, situação que se soma às goteiras, às janelas emperradas que não podem ser abertas, aos espaços que não têm ventilação, pedaços de madeira acumulados no corredor, rachaduras nas paredes e pilastra de sustentação, portas e móveis quebrados.


    É este o ambiente de trabalho dos servidores municipais da Fundação de Ação Social (FAS) que atuam no Centro POP Plínio Tourinho, localizado no Jardim Botânico. Isso sem citar a falta de condições para as medidas preventivas de combate ao novo coronavírus, como distanciamento social e higienização.

    O SISMUC recebeu denúncia anônima na última semana, a qual demonstra precariedade da situação. O local não oferece as condições mínimas de segurança e higiene para receber os usuários!

    Quando, no último mês de julho, a Prefeitura anunciou que sobravam vagas nos abrigos da FAS, com muitos usuários recusando o atendimento e se negando ir para as casas de acolhimento durante a operação de inverno, a Prefeitura não falou qual era a situação dos abrigos. No Centro Plínio Tourinho os usuários estão dormindo em colchões colocados no chão. Em dias de chuva correm o risco de acordar com os colchões molhados porque há muitas goteiras no prédio. E mesmo assim, uma média de 110 pessoas são atendidas no Centro Plínio Tourinho diariamente.

    Esta situação de precariedade do prédio se arrasta há anos sem que a administração municipal tome as providências necessárias. Agora, a gestão do desprefeito Rafael Greca está reformando o ginásio de esportes que tem na área no complexo da Plínio Tourinho, com previsão de conclusão em janeiro de 2022. A informação é de que o atendimento do Centro Pop será transferido para o novo local, mas, e até lá? Os servidores e usuários vão ter que se sujeitar a este ambiente insalubre, vendo ratos correndo pra lá e pra cá?

    O sindicato já denunciou a situação de precariedade da Plínio Tourinho ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e vai reforçar a denúncia. É preciso somar forças e fazer pressão para melhorar o local de trabalho e de atendimentos dos usuários, pessoas em situação de vulnerabilidade social.

    O serviço de assistência social deveria prezar pela dignidade da pessoa humana, incluindo os profissionais que fazem o serviço e os usuários atendidos. E não é o que o Greca tem proporcionado. Enquanto os milionários empresários donos das empresas de transporte público recebem cerca de R$ 300 milhões de auxílio, com apoio dos vereadores da base do prefeito, as pessoas em mais alta vulnerabilidade social não recebem investimento e são obrigadas a conviver com este tipo de situação.

    Chega de desvalorização e de faz de conta! É urgente resolver a situação de insalubridade do local e garantir condições adequadas para o atendimento.

    Por isso, é greve do basta no dia 15 de outubro. Basta de ataques e de desvalorização. Serviço público tem que ser de qualidade. Não ao desmonte! Firmes!


    Imprensa SISMUC
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