Na Pauta

  • 17/08/2021 Na Pauta

    Novas orientações dificultam fechamento em caso de surto de Covid-19

    Novas orientações dificultam fechamento em caso de surto de Covid-19
    Arte: Ctrl S
    Prefeitura alterou protocolos sem comunicar direções de unidades escolares ou a própria Vigilância Sanitária

    O protocolo de como lidar com casos suspeitos e surtos de Covid-19 em escolas e CMEIs de Curitiba foi alterado no dia 12 de agosto, sem que as direções das unidades escolares ou a própria Vigilância Sanitária fossem comunicadas pela Prefeitura sobre a alteração.

    Além do atropelo, da falta de planejamento e do desrespeito com quem lida com esses casos na prática, a alteração dificulta a suspensão das atividades em caso de surto e responsabiliza ainda mais os profissionais da educação e direções das unidades por possíveis descumprimentos dos protocolos.

    Surtos: novas orientações dificultam fechamento e interrupção de cadeias de transmissão

    O novo documento flexibiliza a definição do que é um surto de Covid-19. Antes, surto era caracterizado pela confirmação de um caso e pelo menos outros dois suspeitos correlacionados na mesma unidade de ensino num intervalo de 14 dias. Agora, a administração compreende que o surto depende da confirmação de pelo menos três casos com correlação epidemiológica entre si, estabelecida por profissional da saúde.

    Além da mudança na definição, também foi alterado o protocolo do que fazer para impedir que mais pessoas se contaminem. Como se tratam de casos relacionados a uma mesma cadeia de transmissão, a orientação anterior indicava a suspensão das atividades como forma de interromper o contágio. Agora, a Prefeitura só indica o afastamento das pessoas comprovadamente conectadas com quem confirmou o diagnóstico de Covid-19.

    A análise desse afastamento depende do registro diário de um mapa dos assentos para saber perto de quem o estudante ou professor estava sentado nos últimos dois dias antes do início dos sintomas.

    As unidades de ensino são responsáveis pela produção desse relatório diário, mas até o momento não receberam o documento, nem foram informadas sobre como o relatório deve ser feito. Mesmo assim as novas orientações já foram usadas para impedir o fechamento da Escola Municipal Darcy Ribeiro no Tatuquara (veja aqui).

    Esse entendimento de que só há risco de contágio para quem senta ao lado na sala de aula desconsidera as condições precárias de ventilação de grande parte das unidades e ignora também que não é possível mapear como as crianças interagem entre si no recreio e na aula de educação física.

    As novas orientações só aceitam que as atividades sejam suspensas para que uma turma ou unidade de ensino se mantenha em quarentena se houver comprovação de que o protocolo de distanciamento e uso das máscaras foi descumprido. Essa é uma mudança perigosa que desconsidera as condições de ventilação das salas de aula e a qualidade das máscaras distribuídas, enquanto transfere para os profissionais da educação a responsabilidade de provar que houve uma falha no cumprimento do protocolo para que a unidade seja fechada.

    O SISMMAC e o SISMUC já enviaram ofício para a Secretaria Municipal de Educação e estiveram presencialmente no Edifício Delta nesta terça-feira (17) buscando uma reunião para debater a mudança e o aumento dos casos de Covid-19 na rede municipal. Desde o retorno das aulas presenciais, 42 unidades de ensino já confirmaram casos entre servidores e estudantes.

    A alteração também será denunciada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no inquérito civil aberto a partir das denúncias apresentadas pelos sindicatos.

    Perícia e Núcleo Regional devem aceitar período de isolamento indicado por profissional de saúde

    As novas orientações da Prefeitura reafirmam que estudantes e servidores devem cumprir o período de isolamento indicado pelo profissional de saúde, considerando a possibilidade de um falso negativo e o período de incubação do vírus.

    Caso o seu período de isolamento não seja respeitado, entre em contato com os sindicatos pelo WhatsApp (41) 99988-2680 ou pelo linkhttp://bit.ly/DenúnciaEducação

    Comunique também à Frente Parlamentar do Retorno Seguro às Aulas, composta por vereadores da Câmara Municipal de Curitiba, pelo e-mail retornosegurocmc@gmail.com e pelo WhatsApp (41) 3350-4622.

    A taxa de transmissão da Covid-19 subiu 16% em Curitiba nas últimas duas semanas. Por isso, é fundamental que nenhum sintoma seja menosprezado. Coriza, dor de garganta ou tosse podem ser sintomas de Covid-19. Comunique a unidade de ensino imediatamente e procure a unidade de saúde mais próxima para fazer o teste e impedir que o vírus se propague para mais pessoas.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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