Na Pauta

  • 05/03/2021 Educação

    Em estado de greve, sindicatos cobram reunião com SME sobre retorno presencial

    Em estado de greve, sindicatos cobram reunião com SME sobre retorno presencial
    Arte: CtrlS
    Servidores da educação têm assembleia de deflagração de greve marcada para este sábado, 6 de março

    Na última segunda-feira (1º), o SISMUC e o SISMMAC aproveitaram a reunião com a Superintendência de Gestão Educacional para cobrar respostas para ofícios e reivindicações que permanecem sem retorno da administração.

    Entre as principais reivindicações, está a cobrança para que as aulas presenciais permaneçam suspensas até a garantia de vacina e de testagem periódica para os trabalhadores da educação. No ofício enviado à Prefeitura para comunicar a aprovação do estado de greve, os sindicatos reivindicaram a realização de uma reunião e também reafirmam que a categoria considera que o protocolo é insuficiente para garantir a segurança de trabalhadores, estudantes e de seus familiares.

    Assembleia de deflagração da greve

    Diante de tanto descaso e irresponsabilidade com a vida, trabalhadoras e trabalhadores da educação se reúnem em assembleia virtual neste sábado (06/03), às 14h (em primeira chamada), pelo Zoom.

    Para participar, faça sua inscrição em bit.ly/assembl3ia

    Diante da cobrança, a superintendente afirmou que está providenciando a resposta dos ofícios que competem à Educação e que marcará uma reunião para tratar das reivindicaçõescom a participação dos sindicatos e das secretarias municipais de Educação (SME), Saúde (SMS), e de Administração e de Gestão de Pessoal (SMAP).

    Entre os ofícios sem resposta, estão os pedidos de vacinação prioritária para os servidores da educação e de testes periódicos para diagnosticar Covid-19 nas unidades de ensino. Além disso, o SISMUC e o SISMMAC também reivindicaram via ofício que a Prefeitura informasse semanalmente a relação dos profissionais, por unidade, afastados do trabalho devido à Covid-19 e a quantidade total de trabalhadores da educação que já testaram positivo para a doença de fevereiro de 2020 até agora.

    Como a Prefeitura pretende acompanhar o cumprimento do protocolo e monitorar os casos de Covid-19 nas cerca de 400 unidades de ensino, se não conseguiu nem fornecer dados básicos aos sindicatos?

    O SISMUC e o SISMMAC seguem na cobrança para que a reunião, ainda sem data marcada, aconteça o quanto antes. Os servidores estão em assembleia permanente e podem entrar em greve caso a administração decida retomar as aulas presenciais na próxima semana.

    Na segunda-feira, a superintendente deixou claro que a SME se organiza para retomar as atividades presenciais assim que terminar a vigência do Decreto Estadual nº 6.983/2021, que determinou toque de recolher e outras medidas que restringem a circulação e contágio do vírus.

    Não dá para aceitar que a Prefeitura tente retomar as aulas presenciais sem a garantia de vacina e sem considerar a trágica experiência da última semana. Se ainda havia alguma dúvida, a semana de aula presencial comprovou que o protocolo é insuficiente e que o retorno às aulas antes da vacinação e com taxas tão altas de contágio foi um experimento imprudente por parte da gestão Greca. A administração falhou em garantir o abastecimento de água nas unidades, forneceu máscaras de péssima qualidade às crianças e deu informações desencontradas sobre como lidar com casos suspeitos de Covid-19 nas escolas e CMEIs.

    Essencial é preservar vidas! Aulas devem permanecer suspensas até a garantia de vacinas e de testes periódicos para os trabalhadores da educação, com lockdown desde já para reduzir as taxas de contágio e superlotação de hospitais!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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