Na Pauta

  • 12/01/2021 Geral

    Aumento de Covid-19 entre crianças mostra risco de retorno presencial

    Aumento de Covid-19 entre crianças mostra risco de retorno presencial
    Arte: Ctrl S
    Aumento de casos de Covid-19 entre crianças e jovens coloca trabalhadores da Educação em estado de alerta para retorno de aulas presenciais

    No último domingo (10) o portal Bem Paraná publicou uma reportagem na qual aponta a alta no número de casos de Covid-19 entre crianças e jovens. Conforme levantamento feito pelo Portal, com base em dados do Painel Covid-19 da Prefeitura de Curitiba, nos últimos dois meses de 2020 foram registrados 6.691 novos casos da doença nas faixas etárias de 0 a 19 anos, o que representa um aumento de 46,06% em comparação com o número de casos registrados entre março e outubro de 2020, que somou 4.581 casos.

    Ainda conforme a publicação, na faixa etária entre 5 e 9 anos, que até 31 de outubro de 2020 havia registrado 722 casos, em novembro e dezembro teve 759 confirmações. Na faixa etária entre 10 a 14 anos, em oito meses, até fim de outubro, eram 874 confirmações e em apenas dois meses, novembro e dezembro, foram 1.173 novos casos.

    A reportagem ainda traz confirmação do Hospital Pequeno Príncipe, referência em atendimento pediátrico, sobre a tendência de alta de casos. Em oito meses o hospital registrou 134 casos na faixa etária entre 0 e 17 anos, mas de novembro até 8 de janeiro de 2021 teve 195 novas confirmações. Os números já mostram um grande aumento no número de casos, já imaginou como será se aceitarmos o retorno das aulas presenciais?

    E nós temos exemplos de retornos presenciais que não deram certo! No estado do Amazonas, na segunda semana de aula, 10% dos professores da rede pública estadual testaram positivo para o coronavírus.

    Há 10 meses vivendo em meio à pandemia do novo coronavírus, com alta no número de casos confirmados, superlotação nos hospitais, o retorno às aulas presenciais sem garantia de vacina para todos e de condições de trabalho que permitam o distanciamento e aplicação de medidas de segurança necessárias, é um risco para alunos e trabalhadores. Por isso, no início de fevereiro teremos uma assembleia com indicativo de greve, pois com a vida não se brinca.



    Retorno híbrido

    Sem discussão com a categoria e os Sindicatos, o desprefeito de Curitiba, Rafael Greca, e a secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, que reassumiram em janeiro os cargos para um segundo mandato, encerraram o ano letivo de 2020 informando sobre o retorno híbrido das aulas a partir de fevereiro de 2021. A decisão foi tomada sem levar em conta o aumento no número de casos em todas as faixas etárias e a falta de leitos.

    Em mais uma demonstração do autoritarismo e da falta de diálogo que marca a gestão Greca, o protocolo foi apresentado sem sequer ter passado anteriormente pelo Comitê. O documento também quase não levou em consideração as problemáticas levantadas pelos representantes dos trabalhadores.

    Além de um protocolo que não leva em consideração a necessidade dos trabalhadores e que o SISMUC e o SISMMAC repudiam, a Prefeitura ainda apresentou mais uma surpresa no fim de dezembro: um Termo de Consentimento, que responsabiliza mães, pais e responsáveis pelo envio dos alunos às escolas, desresponsabilizando Greca e a SME das consequências.

    O ano de 2021 vai ser de luta e precisamos estar unidos. No início de fevereiro teremos uma assembleia de indicativo de greve para os trabalhadores da educação. Em breve divulgaremos a convocatória nos meios oficiais dos Sindicatos. Fique atendo e se some nesta luta em defesa da vida!


    Imprensa SISMUC SISMMAC
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