Na Pauta

  • 25/08/2020 Educação

    Sindicatos cobram vacina e testes em reunião do Comitê Volta às Aulas

    Sindicatos cobram vacina e testes em reunião do Comitê Volta às Aulas
    Arte: Ctrl S
    SISMUC e SISMMAC reafirmam que o retorno das aulas presenciais deve ocorrer apenas com a garantia de vacina e testes

    Na última segunda-feira (24), aconteceu a terceira reunião do comitê responsável por elaborar os protocolos de um eventual retorno das aulas presenciais na rede municipal de educação. O SISMUC e o SISMMAC acompanharam a reunião e reafirmaram mais uma vez que o retorno das aulas presenciais só ocorrerá com segurança quando houver garantia de vacina e testes para toda a população.

    Nesse terceiro encontro, teve início a escrita do documento com os protocolos de limpeza e organização das salas de aula, banheiros, bebedouros e demais espaços das unidades de ensino. A próxima reunião, que ocorre no dia 31 de agosto, deve terminar de debater o protocolo para cada espaço para discutir na sequência os responsáveis por cada função.


    Além das medidas de distanciamento, esses protocolos tendem a definir, por exemplo, quantas vezes as maçanetas e torneiras devem ser higienizadas. Porém, a eficácia das medidas é questionável no contexto escolar. Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), por exemplo, não têm estrutura física para delimitar o distanciamento entre as crianças em sala de aula.


    Também há dúvidas sobre se a gestão Greca garantirá as condições mínimas para que esses protocolos sejam postos em prática.
    Afinal, a Prefeitura não cumpre suas obrigações nem mesmo na entrega dos kits de alimentação e das atividades escolares, o que não se compara com as exigências, a complexidade e o ritmo das aulas presenciais. O SISMUC e o SISMMAC lembraram que a gestão não forneceu as máscaras de acrílico (faceshield) em quantidade suficiente para todos os servidores que participam da entrega, nem testou todos os servidores nas escolas onde tiveram casos confirmados de Covid-19.


    Os sindicatos manifestaram a preocupação que esses protocolos criem uma falsa de segurança, que além de colocar os trabalhadores da educação, os alunos e seus familiares em risco, também serve para que a Prefeitura jogue para os servidores a sua responsabilidade em proteger vidas.

    As aulas estão suspensas até o dia 31 de agosto. Até o momento, a Prefeitura não publicou um novo decreto prorrogando o retorno, mas as declarações recentes de Greca e da secretária Municipal de Educação Maria Sílvia Bacila dão a entender que será publicado um novo adiamento.


    Não há dúvidas de que houve um recuo do prefeito Rafael Creca e do governador Ratinho Jr diante da repercussão negativa, especialmente entre as mães e pais de alunos. Entretanto, é preciso que continuemos em alerta para cobrar que escolas e CMEIs permaneçam fechados até que tenhamos segurança para o retorno de todos, com garantia de vacina e testes.


    A decisão sobre o retorno das aulas presenciais será tomada pelas autoridades sanitárias, que são comandadas pelo desprefeito Rafael Greca e que permitiram que Curitiba passasse da bandeira laranja para a bandeira amarela em agosto.


    O perigo ainda não passou! Curitiba já perdeu mais de 900 vidas para a Covid-19 e tem mais de quatro mil casos ativos confirmados de pessoas com potencial de transmissão do vírus. O sistema público de saúde continua sobrecarregado e os servidores da linha de frente estão se arriscando e trabalhando até a exaustão para salvar vidas.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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