Na Pauta

  • 22/07/2020 Educação

    Novo Fundeb é aprovado na Câmara dos Deputados e segue para o Senado

    Novo Fundeb é aprovado na Câmara dos Deputados e segue para o Senado
    Arte: Ctrl S
    A aprovação da PEC na Câmara dos Deputados foi um passo muito importante, e a verdadeira vitória da educação será com a aprovação do novo Fundeb no Senado
    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21), em dois turnos, a PEC 15/2015 que propõe tornar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) permanente e aumentar a contribuição da União.

    A aprovação do novo Fundeb representa uma derrota do governo Bolsonaro, que além de tentar adiar a votação do Fundeb para 2022, causando um apagão na educação por um ano, também propôs que a complementação adicional da União fosse repartida com o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família. 

    Governador do Paraná não assina nota pública em defesa do novo Fundeb

    Antes da PEC 15/2015 entrar em votação na Câmara dos Deputados, governadores de 20 estados assinaram uma nota pública em defesa da renovação do Fundeb. Porém, o governador Ratinho Jr (PSD) mostrou mais uma vez que está alinhado com o presidente Jair Bolsonaro e não assinou a nota. Os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Amazonas também não assinaram. Esse posicionamento é mais uma afirmação de que, para esses governadores, estar fechado com o Bolsonaro é mais importante do que garantir a existência de uma das fontes de investimento mais importantes para a educação pública.

    O Governo Federal acabou cedendo e fechou um acordo com os parlamentares em troca de apoio para a criação do Renda Brasil. No entanto, mesmo com o recuo, a maioria dos deputados que votaram contra o texto são aliados ao governo Bolsonaro. Bia Kicis (PSL-DF), Chris Tonietto (PSL-RJ), Márcio Labre (PSL-RJ), Júnio Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Filipe Barros (PSL-PR) e Paulo Martins (PSC-PR) foram os deputados que votaram contra a PEC 15/2015.

    Outro ataque barrado foi o destaque proposto pelo partido NOVO, que visava remover do novo Fundeb a vinculação de pelo menos 70% dos recursos do Fundo ao pagamento dos profissionais da educação. O destaque foi rejeitado por 399 votos a 19.

    Tramitação

    Antes de ir para votação, a PEC 15/2015 estabelecia um aumento da complementação da União de 10% para 20% de modo progressivo até 2026, iniciando com 12,5% em 2021. Entretanto, a versão aprovada foi o novo parecer apresentado pela deputada Professora Dorinha (DEM-TO), relatora do texto da PEC. A última alteração aumenta a complementação da União para 23%, que também ocorrerá progressivamente. O início será de 12% em 2021 e 15% em 2022, aumentando dois pontos percentuais até atingir o total de 23% em 2026.

    De acordo com o texto aprovado, os atuais 10% da complementação da União continuam com as mesmas regras de investimento. Em relação aos recursos extras, 10,5% serão distribuídos de acordo com a situação de cada estado e município, 5,25% serão destinados à educação infantil pelos municípios, e 2,5% serão investidos em municípios que apresentarem bons resultados. Reforçamos aqui nossa crítica a esse método meritocrático, pois é um discurso que tem como objetivo esconder os verdadeiros problemas: falta de investimento, desvalorização dos profissionais e constantes ataques à educação pública.

    Agora, a PEC 15/2015 segue para o Senado, onde também será votada em dois turnos e precisará de aprovação de, pelo menos, três quintos dos senadores. Caso haja mudanças no texto no Senado, a proposta volta para a Câmara dos Deputados para nova votação.

    A aprovação da PEC na Câmara dos Deputados foi um passo muito importante, e a verdadeira vitória da educação será com a aprovação do novo Fundeb no Senado. Por isso, devemos intensificar nossa mobilização para garantir um Fundo forte e permanente como um instrumento de valorização dos profissionais da educação e do ensino público de qualidade!

    Imprensa SISMUC SISMMAC
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