Na Pauta

  • 17/07/2020 Na Pauta

    Caos predomina quatro meses após 1ª morte de coronavírus no Brasil

    Caos predomina quatro meses após 1ª morte de coronavírus no Brasil
    Arte: CTRL S
    Quatro meses depois da confirmação da primeira morte no país, falta de estratégias e políticas de valorização à vida mantem casos e mortes em ascensão
    Era 17 de março quando o Brasil confirmou sua 1º morte por coronavírus, em São Paulo, e não foi preciso mais do que um mês para que os óbitos por Covid-19 se tornassem realidade em todos os estados brasileiros. E quatro meses depois, não sabemos ainda se o pior já passou. De lá para cá, o número de mortes continua a crescer diariamente em diversas regiões, ao contrário de países que agiram rapidamente e adotaram medidas drásticas e urgentes, como o lockdown.


    O início do surto no Brasil ocorreu quase dois meses depois de a situação fugir do controle na China, epicentro da pandemia. Lá, o governo trabalhou dia e noite para construir hospitais de emergência e segurou a população em casa nas regiões de maior calamidade. O resultado veio rápido e, no início de março, apenas 1 dos 20 novos casos no mundo era entre chineses.



    Mas o relativo sucesso da China não foi o que serviu de exemplo para o desgoverno Bolsonaro, que na primeira declaração em cadeia nacional sobre o novo coronavírus se referiu à doença como “gripezinha” e se aproveitou de um momento de calamidade para atacar trabalhadores.


    Ao invés de usar o tempo que restava até a chegada da Covid-19 no Brasil – algo inevitável – para reunir especialistas, dar ouvido a pesquisas e traçar estratégias válidas, o presidente preferiu ignorar. Atendeu ao apelo de empresários, disse que a economia não podia parar e que “era natural as pessoas morrerem”.


    Nesse meio tempo, dois ministros da Saúde deixaram o cargo, que oficialmente segue desocupado. A consequência de tanto descaso foi uma curva acelerada de contaminações e mortes; cidades tendo que abrir valas para enterrar seus mortos; containers abrigando corpos ao lado de fora de hospitais e, claro, o colapso do Sistema Único de Saúde.


    Sem uma política socioeconômica justa,
    o desemprego cresceu, afetou a classe trabalhadora e, pela primeira vez na história, o número de desempregados superou o de pessoas ocupadas no país. Como não bastasse, um ataque aos direitos trabalhistas disfarçado de Medida Provisória para ajuda emergencial às empresas permitiu a suspensão de contratos de trabalho e a redução de salário e jornada.


    Para lembrar como tem sido o enfrentamento da pandemia no Brasil, preparamos uma linha do tempo para relembrar a trajetória de lutas nesses quatro meses.


    A indignação não é pouca diante de um desgoverno que usa uma tragédia para enfraquecer os trabalhadores. Por isso, mesmo em meio a tanta tristeza, essa é a hora de fortalecimento! É só com luta e coletividade que vamos conseguir superar tanta negligência.

    Crédito das fotos usadas: MARÇO - FOTO 01 – Pixnio Creative Commons/FOTO 02 – Marcello Casal Jr/Agência Brasil. ABRIL - FOTO 03 – Pexels/ Creative Commons/FOTO 04 – Pixabay/ Creative Commons/ FOTO 05 – Marcio James / Semcom Prefeitura de Manaus/ FOTO 06 - Marcello Casal Jr/Agência Brasil . MAIO - FOTO 07 – Marcos Corrêa/ Presidência da República/ FOTO 08 –Tereza Fernandes - Ascom Sesa Governo do Estado do Ceará. JUNHO - FOTO 9 – Coren-DF/ Divulgação/ FOTO 10– Marcello Casal Jr/Agência Brasil/FOTO 11 – Anderson Riedel/ PR Agência Brasil/ FOTO 12 – Rio de Paz/Divulgação Facebook/FOTO 13 - Marcelo Camargo/ Agência Brasil/FOTO 14-Flavio Dutra/ UFRGS/FOTO 15 - U. Dettmar/ Agência Brasil. JULHO - FOTO 16 -José Baia/ Secom Governo do Estado do Amapá/ FOTO 17 – Sismuc/ Sismmac/FOTO 18 – Reprodução/ Câmara Municipal de Fortaleza/FOTO 19 – Reprodução/ Prefeitura de Barueri.

    Imprensa SISMUC SISMMAC
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Nunes Machado, 1577 - Rebouças, Curitiba - PR. CEP: 80220-070     Fone/Fax: (41) 3322-2475 | (41) 98407-4932     E-mail: sismuc@sismuc.org.br
Atendimento de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

DOHMS