Na Pauta

  • 18/03/2020 Na Pauta

    Unidades de saúde sofrem com a falta de EPIs e de produtos de higiene

    Unidades de saúde sofrem com a falta de EPIs e de produtos de higiene
    Arte: Ctrls
    Sindicatos pressionam Prefeitura para cobrar equipamentos necessários ao combate do coronavírus
    Desde a manhã de segunda-feira (16), o SISMUC e o SISMMAC estão cobrando da gestão municipal um posicionamento sobre o coronavírus. Embora a administração tenha sinalizado o fechamento das escolas e CMEIs, ainda faltam diretrizes para outras áreas essenciais ao combate e controle da doença. É o caso dos profissionais da saúde.

    No Brasil e no mundo, governos têm se mostrado negligentes com a doença. Bolsonaro, Trump e outros chegaram a dizer que o coronavírus não passava de uma gripe, usando da mídia para promover um discurso irresponsável. Para reverter o avanço da pandemia no país, é necessário que esse tipo de discurso não avance e que estados e municípios se responsabilizem pelo controle e combate à doença.

    Por isso, é dever da Prefeitura garantir a saúde dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus seguindo as recomendações necessárias e disponibilizando estrutura e materiais. O SISMUC e o SISMMAC estiveram na terça-feira (17) na Secretaria do Governo Municipal para pressionar a gestão e cobrar uma reunião entre os sindicatos para debater essas medidas.

    O que queremos da Prefeitura são respostas! Os trabalhadores estão e devem entrar em contato com os sindicatos para denunciar a falta de materiais necessários para o cuidado dos pacientes e de si mesmos, por meio do canal disponibilizado pelos sindicatos. Os trabalhadores pedem por respaldo da administração e treinamentos específicos, além de denunciarem a falta de equipamentos e materiais.

    Para além de proteger os servidores e aqueles que estão sendo atendidos nas unidades de saúde, cabe à Prefeitura organizar centros de distribuição gratuita de álcool em gel para a população trabalhadora da nossa cidade. Muitos trabalhadores não conseguiram comprar o material, há falta de água nos bairros devido a estiagem, e as empresas estão aproveitando a demanda para aumentar o valor do produto, o que, na prática, impede que trabalhadores precarizados ou desempregados possam ter acesso ao álcool em gel.

    Por isso, mais do que nunca, o desgoverno Greca precisa deixar de lado sua postura autoritária e se abrir para o diálogo com os sindicados e com os trabalhadores, ouvindo as necessidades daqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia.

    Conheça as orientações para preservar a saúde dos profissionais

    - Aumentar ventilação no ambiente de trabalho (com uso de ventiladores);

    - Manter os pacientes suspeitos em salas de isolamento;

    - Usar salas isoladas para procedimentos de ventilação mecânica em pacientes com o vírus;

    - Precauções especiais de segurança ao manusear amostras de pacientes suspeitos ou de casos confirmados;

    - Adotar políticas para reduzir a exposição, agrupando pacientes com COVID-19, quando quartos individuais não estiverem disponíveis;

    -Monitoramento médico aprimorado dos trabalhadores durante surtos de COVID-19;

    -Oferecer a todos os trabalhadores capacitação e treinamento específicos para o trabalho na prevenção da transmissão do COVID-19;

    - Garantir o apoio psicológico e comportamental para lidar com o estresse dos funcionários;

    - Dispor às equipes, inclusive as que trabalham fora das instalações fixas, álcool para desinfecção das mãos;

    - Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): o conjunto de EPIs pode variar de acordo com a atividade desenvolvida pelo trabalhador, mas deve incluir luvas, avental protetor, protetor facial ou óculos de proteção e uma máscara facial.

    O SISMUC está na luta para que essas orientações sejam colocadas em prática e possam garantir as condições adequadas para o trabalho dos servidores da saúde.

    Quais são os equipamentos de proteção necessários para prevenção do coronavírus?

    O Serviço de Controle e Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital de Clínicas da UFPR lançou uma cartilha que mostra os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que os trabalhadores devem usar durante este período, são eles: avental descartável, luvas, máscaras do tipo N95 (de acordo com padrão americano, no Brasil comparável com PFF2) e óculos de proteção individual.

    Além disso, materiais de higiene como desinfetantes, sabonete e álcool em gel devem ser disponibilizados em abundância. A cartilha também mostra a importância de profissionais imunossuprimidos ou gestantes serem afastados de qualquer contato com a doença.

    Mesmo com os inúmeros cortes de verba, o SUS ainda é reconhecido como um dos melhores sistemas de saúde do mundo. Isso só se dá pela qualidade dos profissionais que atendem a população todos os dias. Em tempo de pandemia, mais do que nunca, a Prefeitura de Curitiba deve a estes servidores e servidoras condições adequadas de trabalho.

    Continuaremos fazendo pressão para que a administração municipal promova medidas efetivas que fortaleçam o combate à doença e que respeite a vida e a saúde dos servidores e servidoras do município.

    Orientações para segurança dos servidores da saúde

    De acordo com documento disponibilizado pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA), os profissionais de saúde são enquadrados nas categorias de risco alto ou muito alto de contágio com a doença, uma vez que têm potencial de exposição a casos suspeitos ou confirmados do coronavírus.

    Daí a importância de garantir os procedimentos adequados para preservar a saúde desses profissionais que estão na linha de frente de combate à pandemia.


    Imprensa SISMUC SISMMAC
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