Na Pauta

  • 14/02/2020 Na Pauta

    Desrespeito com os servidores na Perícia Médica tem sido crescente

    Desrespeito com os servidores na Perícia Médica tem sido crescente
    Arte: Ctrl S
    Trabalhadores são constrangidos em atendimento. Pedir reconsideração quando laudo é contestado é um direito

    A falta de empatia e consideração com os servidores durante o atendimento da Perícia Médica do setor de Saúde Ocupacional da Prefeitura está contribuindo para o adoecimento da categoria. São crescentes os casos de servidores indignados que procuram o Sindicato para reclamar do atendimento que têm recebido na Perícia.

    Os servidores estão se sentindo repreendidos pelos profissionais do setor cada vez que precisam ir ao local quando estão em licença por tratamento de saúde (LTS). O atendimento dos peritos tem contribuído para a piora da saúde dos servidores que já estão fragilizados e têm os laudos médicos contestados.

    São casos de laudos que são contestados porque o servidor esteve de férias, e por isso não poderia ficar doente; casos em que a LTS de 15 dias é reduzida para 5; casos em que o perito não reconhece o problema de saúde indicado, e se soma ainda a dificuldade para chegar ao local onde os servidores não podem nem ao menos utilizar o estacionamento! São situações que exemplificam a falta de humanização no atendimento e de respeito ao sofrimento do outro.

    Confira trecho do DECRETO Nº 549/2014

    Art. 16 O servidor tomará conhecimento, do resultado do exame médico pericial a que se submeteu, mediante a devida assinatura no Laudo de Perícia Médica.

    Parágrafo único. Ao servidor assiste o direito de pleitear a reconsideração da conclusão médico pericial, nos termos do artigo 8º deste decreto, cujo prazo máximo de conclusão será de quinze dias, a contar da data da conclusão recorrida
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    Junta médica

    Os sindicatos percebem uma generalização no atendimento da Saúde Ocupacional, no sentido de contestar e não aceitar os atestados indicados por profissionais de saúde, prejudicando ainda mais os servidores que já estão adoecidos. As direções do SISMUC e do SISMMAC lembram que, quando o atestado for negado, o servidor tem o direito de pedir reconsideração, conforme prevê o artigo 16 do decreto n° 549/2014, que regulamenta o Atestado Médico.

    A falta de estrutura e sobrecarga de trabalho dos servidores na Prefeitura têm contribuído para o adoecimento da categoria, e muitos atestados médicos estão sendo negados, mesmo em casos de doenças graves.

    Os servidores que tiveram problemas na Saúde Ocupacional podem entrar em contato com o sindicato. Não podemos aceitar que no momento em que o servidor está debilitado, ainda passe por esta situação desumana!

    Imprensa SISMUC
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