Na Pauta

  • 17/12/2019 Na Pauta

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?

    Como vai ser o Natal dos servidores e da população em Curitiba?
    Arte: Ctrls
    Cortes na assistência social, saúde e educação, além de ataques aos servidores, afetarão boa parte dos trabalhadores

    Se na propaganda da Prefeitura o Natal de Luzes em Curitiba é lindo, por trás disso a realidade para a população é outra. Você já parou para pensar como será o Natal de quem vive nos bairros periféricos ou de quem faz parte das estatísticas de desemprego, de contratos de trabalho precarizados e empobrecimento das famílias brasileiras?

    Infelizmente, as festas de fim de ano não serão tão felizes para boa parte da população, graças a uma conjuntura de ataques à classe trabalhadora.

    Por todo o Brasil, o número de pessoas em situação de extrema pobreza só vem crescendo desde 2015. Hoje, por todo o país são 13,5 milhões de pessoas sobrevivendo com até R$ 145 por mês! E o número de desempregados também é alto: 12,6 milhões de pessoas que não conseguem empregos.

    Com isso, o número de pessoas trabalhando em situação de informalidade para sobreviver bateu recorde. Mas, sem condições de trabalho adequadas, sem remuneração digna e sem direitos trabalhistas, como o 13º salário, fica difícil ter uma ceia de natal adequada em família.

    Por aqui, o desgoverno Greca contribui com o endividamento das famílias. O aumento do IPTU/taxa de lixo no ano passado pesou no bolso dos trabalhadores – não é à toa que hoje existem quase 120 mil imóveis em Curitiba com dívidas no IPTU de 2019. E para 2020 a gestão já anunciou o aumento do IPTU de 7,27% para imóveis prediais e de 10,27% para os terrenos.

    Mesmo sabendo das dificuldades financeiras dos moradores de Curitiba, em vez de fortalecer as políticas públicas para garantir o atendimento em saúde, educação e assistência social à população que necessita, só faz tirar cada vez mais direitos da classe trabalhadora para favorecer os empresários.

    Na Fundação de Assistência Social (FAS), o que o desprefeito provoca é um verdadeiro desmonte. O fechamento de sete Centros de Referência (CRAS) deixou muitas famílias sem atendimento e até o número de cestas básicas foi reduzido!

    Enquanto isso, a gestão trabalha de forma desenfreada para entregar a saúde pública nas mãos da iniciativa privada. O exemplo da UPA CIC, entregue nas mãos de uma Organização Social (OS), só comprova a precarização do atendimento aos usuários e piora nas condições de trabalho.

    Isso sem contar que os bairros distantes dos turistas estão malcuidados. Há equipamentos da Prefeitura fechados e sem manutenção, como é o caso de equipamentos da FAS. É um lado da Curitiba abandonada e que não parece ter tanta importância para o desprefeito, afinal, não aparece na propaganda e está longe dos olhos dos turistas.

    Funcionalismo

    Para os servidores, o fim de ano também tem um tom amargo. Os 3,5% aprovados este ano representam na verdade uma redução salarial – já que a gestão não repôs a inflação acumulada. Isso sem falar do congelamento dos planos de carreira por mais dois anos, sem nenhuma garantia de que eles serão retomados em algum momento.

    Além disso, a desumana Reforma da Previdência aprovada nacionalmente também pode impactar a vida dos servidores, já que a chamada PEC Paralela – que amplia a Reforma da Previdência para estados e municípios – está tramitando no congresso e pode ser aprovada em 2020.

    Neste fim de ano, os trabalhadores vão ter que conviver com convidados indesejados para o natal: desemprego, precarização, incertezas e inseguranças.

    A saída para todos esses problemas é uma só: união e fortalecimento da luta em 2020. Firmes!

    Imprensa SISMUC/SISMMAC
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