Na Pauta

  • 28/08/2014 Fundações

    Reitor da UFPR privatiza HC em meio a protestos

    Reitor da UFPR privatiza HC em meio a protestos
    Clique para ampliar. Foto: Phil Batiuk. Arte: Manoel Ramires.
    Polícia Federal e Tropa de Choque reprimiram manifestantes contrários à adesão à Ebserh com bombas e balas de borracha.
    Para aprovar medida, gestão da universidade contou votos de conselheiros dispersos por meio de ligação telefônica em viva-voz, o que as entidades sindicais e estudantis questionam. A nova votação foi para rever decisão já tomada pela entidade em 2012, que foi contra a adesão da universidade à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Entretanto, insatisfeito com a negativa, o reitor Zaki Akel Sobrinho fez tudo em seu poder para realizar uma nova votação. Hoje, na terceira tentativa, eles venceram.

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    Mas a representante do Diretório Central do Estudantes (DCE), Kédma Ojede, garante: "Vamos entrar com mandado de segurança contra essa decisão. Primeiro que não vamos sair daqui antes de realizar uma grande assembleia e temos confiança de que esse absurdo não passará". O estudante Nicolas Pacheco foi algemado pela PF dentro do prédio da reitoria por ser contra a medida. A mãe de outro estudante levou dois tiros de bala de borracha e foi encaminhada ao hospital. Bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral impediram que os manifestantes ocupassem o prédio para barrar a adesão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ao modelo privado de gestão proposto pela Ebserh.

    Atualização às 00:00 de sexta (29): Pacheco segue preso por supostamente ter "ameaçado bater em um policial federal", segundo a Polícia Federal.
    Nova atualização: Pacheco conseguiu pagar fiança e foi liberado às 3:00 de sexta (29).

    "Levei spray de pimenta na cara junto com meus colegas que faziam o bloqueio em frente às portas do prédio para que conselheiros favoráveis à Ebserh pudessem entrar", relata o estudante Gabriel Cherm. As barricadas foram utilizadas em um primeiro momento para impedir que a seção do Conselho Universitário acontecesse. Entretanto, frente a isso, a reitoria passou a realizar a reunião por videoconferência digital. Em determinado momento, a energia do prédio foi desligada, impedindo a continuidade da votação online.

    Depois da videoconferência, a gestão da universidade passou a contar os votos por meio do viva-voz telefônico. "Mas o que mais nos assustou foi ver o projeto e confirmar que serão demitidos mais de 900 trabalhadores da fundação, diferente do que havia sido prometido pelo reitor", condena Carla Cobalchini, presidente do Sindicato dos Trabalhadores (Sinditest) na UFPR. Ela garante que o sindicato não barrou a entrada dos conselheiros e que defendeu a realização de um plebiscito que consultasse a comunidade acadêmica e a sociedade paranaense a respeito da privatização do HC por meio da Ebserh.

    Entretanto, mesmo que só por viva-voz, a votação ocorreu e foi aprovada a adesão à empresa. Agora, o movimento antiprivatista deve entrar com medidas legais e de mobilização para reverter a decisão, que é considerada autoritária. Coordenadores do Sismuc acompanharam o evento desde o início da manhã, acompanhados da Imprensa do sindicato. Todos foram atingidos pelas bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, que podem causar danos e sequelas.
    Phil Batiuk
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