Opinião

  • 10/04/2018

    As eleições começaram

    As eleições começaram
    O servidor público deve desconfiar de qualquer mudança de postura do prefeito Rafael Greca

    Pode parecer cedo demais para começar a se preocupar com o voto. Ainda mais que as eleições só devem ocorrer em outubro de 2018. Antes disso ainda tem Copa do Mundo, feriados e um monte de coisas para os brasileiros se preocuparem. No entanto, deixar para decidir o voto só no final pode ser tarde demais. A decisão será tomada com base em o que as candidaturas desejam mostrar, escondendo parte de suas alianças e pensamentos. No período eleitoral, todo mundo defende os trabalhadores, a saúde, a educação e a segurança. Mas é bem antes que se revela se essas pautas são prioridades ou apenas promessa.

    A experiência recente tem demonstrado que muitas coligações ou brigas são apenas de fachada para enganar o eleitorado. Os acordos explícitos ou de gaveta são fechados agora, em abril, quando políticos com mandato têm que renunciar a determinados cargos para buscar se manter no poder em outras posições.

    O Paraná tem dois exemplos claros disso. São do ex-governador Beto Richa (PSDB) e do ex-ministro da fazenda, Ricardo Barros (PP). Ambos preparam o terreno para, no jargão popular, “não largarem o osso”. Carlos Alberto, que na eleição para o senado deve vender a ideia de bom gestor, tem que ser avaliado pelos sete anos à frente do Palácio Iguaçu. Nesse período, se notabilizou por agredir servidores públicos, defender os interesses dos ricos e por casos de corrupção. Quem olhar seu histórico dificilmente acreditará em uma mudança brusca de posição.

    Já Ricardo Barros, que foi governo com Dilma (PT), não teve escrúpulos para embarcar no golpe de Michel Temer (PMDB) em busca de poder. Da mesma forma, saltou dessa barca naufragada para navegar na candidatura de sua esposa, Cida Borghetti (PP), vice de Richa, ao governo do estado. Em outubro, ele e seu grupo político, incluindo Maria Victoria (PP), que foi candidata à Prefeitura de Curitiba, se venderão como novo, quando, na verdade, são velhas raposas da política.

    A desconfiança, desde já, é a melhor atitude. Como embarcar na candidatura de Ratinho Júnior (PSD) sendo que ele chancelou todos ataques de Beto Richa contra os servidores, seja como secretário, seja controlando dois partidos (PSD e PSC) dentro da Assembleia Legislativa? Agora, ele pode até simular um afastamento, desgostoso que está com o apoio oficial aos Barros. Mas, na prática, Ratinho é o continuísmo da política neoliberal que defende os interesses privados diante do fortalecimento das necessidades do povo. Não à toa, Ratinho flerta com Bolsonaro (PSL), Alckmin (PSDB) e todo candidato que possa lhe dar o poder, independente das alianças.

    O servidor público também deve desconfiar de qualquer mudança de postura do atual prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN). Ele é muito esperto e sabe que para eleger seus novos aliados políticos – Richa e Cida Borguetti –, tem que diminuir os atritos dentro do maior colégio eleitoral do estado. É tudo maquiavelicamente calculado. Fez os pacotes de maldades no ano passado e pode até fazer algumas concessões neste ano ainda alegando que praticou o mal necessário. Bravata. Mais uma. Igual ao congelamento da passagem de ônibus ocorrida em março. Alguém dúvida que a tarifa volte a subir depois da eleição?

    Olho vivo! As eleições começaram e é necessário desmascarar João Dórias, Crivellas, Bolsonaros, judiciário, mercado, coxinhas e mortadelas que dizem lutar pelos interesses da população, mas estão apenas defendendo sua marmita.

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    Editorial do Jornal do Sismuc de abril de 2018

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